ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS.
EDIÇÃO DE Nº 3333.
CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA, BRASIL.
quinta - feira, 29/ 07/ 2026.
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arrado
pelo Republicanos, na disputa pelo governo de Minas Gerais, o senador Cleitinho
Azevedo ainda tenta reverter a decisão da legenda.
Aliados
do senador avaliam que a possibilidade de uma mudança de postura da sigla é
remota e já trabalham com o cenário de sua desfiliação nas próximas semanas,
segundo o jornal O Globo.
Insatisfeito,
senador deve deixar o Republicanos e se filiar ao PL.
Apesar de ter anunciado publicamente em
entrevista coletiva que continuará na disputa e prometido procurar o presidente
nacional do Republicanos, Marcos Pereira, a relação de Cleitinho com a cúpula
partidária se tornou praticamente irreversível.
Interlocutores apontam que o
parlamentar perdeu espaço nas decisões internas do partido e que as chances de
uma reviravolta são mínimas, consolidando a perspectiva de mudança de legenda.
Diante da desilusão com o
Republicanos, a expectativa é que Cleitinho procure a direção do PL. Na última
terça-feira (28/ 07/ 2026), o senador conversou com o deputado federal Nikolas
Ferreira e com o senador Flávio Bolsonaro, na esperança de obter apoio, para
manter sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais.
Embora o apelo não tenha surtido o efeito
prático esperado, o parlamentar demonstrou satisfação com a atenção recebida
das lideranças liberais.
Segundo aliados, o PL surge como o
destino mais provável por já ter feito convites formais de filiação a Cleitinho
em outras ocasiões — propostas que ele havia recusado no passado.
Agora, diante do forte desgaste com o
Republicanos, ele avalia que a sigla de Flávio Bolsonaro reúne as melhores
condições para dar sustentação ao seu projeto político.
Instabilidade e
enfraquecimento político
A eventual mudança de partido ocorre
em um momento de fragilidade para o senador. Embora continue liderando as
pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas Gerais, interlocutores de
diferentes legendas afirmam que Cleitinho saiu politicamente enfraquecido do impasse.
Para essas lideranças, a sequência de
sinais contraditórios sobre sua real disposição de concorrer, somada aos
sucessivos adiamentos de uma definição, consolidou a imagem de um político
instável.
Essa percepção ganhou força entre as
siglas que buscavam construir uma candidatura única do campo da direita no
estado. Integrantes do Republicanos, do PL e da federação União Progressista
passaram a demonstrar forte preocupação com a condução das negociações por
parte do senador, argumentando que as frequentes mudanças de postura atrasaram
a montagem das chapas proporcionais, dificultaram a costura de alianças locais
e comprometeram a organização da campanha em solo mineiro.
Esse diagnóstico pesou
decisivamente na decisão do Republicanos de abandonar a pré-candidatura de
Cleitinho e selar um acordo em torno do ex-secretário da Casa Civil Marcelo Aro
(PP).
Na cúpula da legenda, prevaleceu a
avaliação de que, apesar do bom desempenho nas pesquisas, o senador transmitia
insegurança aos aliados e aos candidatos que dependiam da definição da chapa
majoritária para organizar suas estruturas eleitorais.
Narrativa
do entorno e promessa de reação.
No entorno de Cleitinho, a leitura
sobre o episódio é diferente. Aliados acusam o Republicanos de romper um
compromisso construído ao longo de meses de negociação e de ter descartado
justamente o nome mais competitivo da direita para enfrentar o governador
Mateus Simões (PSD).
O senador sustenta que havia um
acordo prévio para oficializar e lançar sua candidatura apenas no dia 5 de
agosto e afirma que tentará convencer Marcos Pereira a voltar atrás.
Apesar da disposição pública
demonstrada por Cleitinho, interlocutores próximos reconhecem reservadamente
que uma reversão é improvável e mantêm a aposta de que o desfecho será a saída
da sigla.
Potencial
eleitoral e interesse do PL
Apesar do desgaste gerado
pela crise, dirigentes do PL avaliam que o potencial eleitoral de Cleitinho
permanece elevado e que ele segue como um dos principais ativos da direita em
Minas Gerais — estado considerado estratégico para o projeto presidencial de
Flávio Bolsonaro.
A leitura no PL é que o conflito
interno no Republicanos não é suficiente para inviabilizar sua chegada e que
dificilmente a legenda recusaria sua filiação caso o rompimento se confirme.
Da mesma forma, não há expectativa de
resistência por parte da direção do Republicanos, visto que integrantes da
própria sigla avaliam, reservadamente, que uma desfiliação pode ser conveniente
para ambos os lados.
Aliados do parlamentar
acreditam que, assim que a crise em torno do pleito deste ano for superada,
Cleitinho conseguirá reorganizar seu projeto político e preservar seu capital
eleitoral para disputas futuras.
A avaliação final no seu círculo
próximo é que, mesmo tendo sofrido um abalo com o episódio, ele permanece como
uma das principais lideranças da direita em Minas Gerais.
Fonte: Brasil 247.



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