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4 de novembro de 2026

O Plenário do Senado Federal aprovou por unanimidade, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição, (PEC), da Segurança Pública.

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A

presentada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a medida reorganiza e integra as forças de segurança do país com foco no combate ao crime organizado.

          Como o texto foi aprovado sem alterações em relação ao que já havia passado pela Câmara dos Deputados, a proposta segue diretamente para promulgação.

          O resultado representou uma vitória política para a gestão federal, que costurou um acordo com a oposição e retirou do texto os temas divergentes, como a redução da maioridade penal, que agora tramitarão separadamente.

          Após a votação, o presidente Lula reforçou que o avanço viabilizará a criação do Ministério da Segurança Pública.

           O Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) passa a constar formalmente na Constituição Federal.

          O sistema coordenará as ações de prevenção, persecução e execução penal no país.

          Torna obrigatória a partilha de tecnologias, dados, informações de inteligência, provas e investigações entre os órgãos federais, estaduais e municipais.

          Cria um regime legal voltado à "alta periculosidade". Líderes de facções criminosas e milícias deverão cumprir pena obrigatoriamente em presídios de segurança máxima.

          Restringe a progressão de regime prisional, saídas temporárias ("sadinhas") e concessão de liberdade provisória para esses perfis.

          Permite o confisco e expropriação imediata de qualquer bem ou valor econômico ligado à atividade criminosa, sem direito a indenização.

          Amplia a atuação da PF em crimes de repercussão interestadual ou internacional, permitindo investigações coordenadas sem retirar as atribuições das polícias civis e militares estaduais.

          Ganha competência para realizar o policiamento ostensivo e combater o crime também em ferrovias e hidrovias federais.

          Autoriza formalmente os municípios a transformarem guardas em polícias municipais de natureza civil para policiamento comunitário, sob regras de formação padronizadas e fiscalização do Ministério Público.

          Determina que 50% das verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) sejam obrigatoriamente repassados a estados e municípios.

          Destina 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social do Pré-Sal para o custeio contínuo do setor de segurança e execução penal.

          Cria blindagens orçamentárias que impedem desvios de finalidade ou contingenciamentos de verbas desses fundos protetivos

3 de novembro de 2026

L. Faz o L: Governo Lula obteve duas grandes vitórias, uma delas, hoje terça - feora, 03/ 11/ 2026, foi a manutenção do decreto do presidente Lula que acaba com as bets.

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R

elator ministro Luiz Fux votou a favor de que as bets sejam banidas, por ser um problema grave de saúde pública e económica.

          O Supremo Tribunal Federal, (STF), realizou hoje, 03 de novembro de 2026, uma audiência pública convocada pelo ministro Luiz Fux para discutir os impactos da medida provisória, (MP), do governo federal que proibiu as apostas online de quota fixa, (bets), e cassinos online no Brasil.

          O ministro Luiz Fux declarou ter a "percepção de que as bets devem ser banidas" do cenário nacional, classificando a ludopatia como um problema grave de saúde pública e económica. Contudo, ressaltou que a palavra final cabe ao plenário da Corte.

          Reação às críticas de Lula: Horas antes, o presidente Lula criticou a composição da audiência nas redes sociais, sugerindo que havia mais defensores das bets do que opositores escalados.

         Fux rebateu publicamente na abertura, negando favorecimento a empresas e clubes de futebol e afirmando ter procurado ouvir todos os segmentos da sociedade civil.

         A primeira-dama Janja da Silva compareceu presencialmente para acompanhar o debate e reforçar a pressão contra as plataformas de apostas. Também falaram os ministros Jorge Messias (AGU) e Wellington César Lima e Silva (Justiça).

       O ministro citou que a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) registou um aumento no consumo alimentar após a proibição das apostas. Em contrapartida, entidades do setor e clubes de futebol defendem a segurança jurídica dos contratos comerciais e alegam prejuízos económicos.

       O rito tem caráter consultivo. O STF analisa a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, movida pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) contra a proibição.

       A validação definitiva da proibição dependerá do voto conjunto dos ministros no Plenário e da votação da MP no Congresso Nacional.