ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS.
EDIÇÃO DE Nº 3228.
CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA, BRASIL.
e-mail: angicodosdias2014@gmail.com
quinta- feira 07/ 05/ 2026.
|
A |
operação contra o senador Ciro Nogueira
(PP-PI) mudou o cálculo político de Flávio Bolsonaro (RJ) e ampliou a cautela
de aliados do senador do PL sobre a aproximação com a União-PP, em meio às
investigações envolvendo suspeitas relacionadas ao Banco Master.
Foto: Brasil 247
As informações foram publicadas na
quinta-feira, (07/ 05/ 2026), pelo jornal O Globo.
O filho de Jair Bolsonaro (PL) classificou como “graves” as informações
divulgadas nesta quinta-feira sobre a operação da Polícia Federal que teve como
alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP, aliado próximo do campo
bolsonarista e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro.
Em nota enviada ao jornal, Flávio afirmou acompanhar o caso com atenção
e defendeu que a investigação seja conduzida com respeito às garantias legais.
“O senador Flávio Bolsonaro acompanha com atenção e considera graves as
informações divulgadas pela imprensa. Entendemos que fatos dessa natureza devem
ser apurados com rigor e transparência pelas autoridades competentes, sempre
com respeito ao devido processo legal”, afirmou.
Flávio também elogiou a atuação do ministro André Mendonça, do Supremo
Tribunal Federal, responsável por autorizar a operação. Mendonça foi indicado
ao STF por Jair Bolsonaro no fim de 2021.
“Confiamos na relatoria do caso Master,
conduzida pelo ministro André Mendonça, e esperamos uma ampla apuração”,
completou.
A manifestação ocorreu em um momento de forte repercussão política da
operação. Nos bastidores, aliados de Flávio passaram a reavaliar a estratégia da
pré-campanha presidencial, com o objetivo de evitar uma associação direta com o
caso e medir o impacto da aproximação com partidos do Centram.
O episódio cria constrangimento para o
pré-candidato do PL em uma etapa considerada delicada das articulações para
2026. Flávio tenta consolidar apoios de siglas como PP e União Brasil, que
ocupam posição estratégica na disputa entre governo e oposição por alianças
regionais e por espaço na composição da chapa presidencial.
Nos últimos meses, Flávio vinha avançando em acordos estaduais com
legendas desse bloco político. Parte dessas negociações envolvia justamente a
federação União-PP, que poderia ampliar o tempo de televisão da campanha e
reforçar o acesso a recursos do fundo partidário.
A investigação contra Ciro, no entanto, elevou o grau de cautela dentro
da pré-campanha. O senador do PP é um dos principais articuladores políticos da
federação e sua situação passou a pesar especialmente nas conversas sobre a
vaga de vice.
Interlocutores admitem que o caso reforçou resistências já existentes no
setor mais ideológico do bolsonarismo à ampliação da influência do Centrão
sobre a campanha.
A avaliação é que uma associação excessiva com partidos atingidos pela
investigação pode produzir desgaste político superior aos benefícios eleitorais
esperados.
Apesar da cautela, integrantes da pré-campanha ponderam que um
afastamento brusco da União-PP também teria custo político. PP e União Brasil
continuam sendo vistos como forças importantes para a construção de palanques
estaduais competitivos em 2026.
União Brasil continuam sendo vistos como
forças importantes para a construção de palanques estaduais competitivos em
2026.
Nomes vinculados ao PP vinham sendo mencionados como possíveis opções
para a chapa presidencial. Entre eles estão a senadora Tereza Cristina (PI) e
as deputadas Simone Marquetto, (SP), e Clarissa Tércio (PE), conforme as articulações
descritas por aliados.
Ex-ministro da Saúde e aliado de Flávio, Marcelo Queiroga reconheceu a
proximidade política entre Ciro e o grupo de Bolsonaro, mas procurou delimitar
essa relação.
“Ciro é uma pessoa que tivemos proximidade, ele foi ministro do
Bolsonaro, mas nunca fez parte do bolsonarismo raiz. Ele vai se defender, tem
direito a isso, mas não vejo uma relação direta com Flávio. Quem tem que
defendê-lo são os advogados”, afirmou.
A fala de Queiroga sintetiza a estratégia adotada por aliados de Flávio
após a operação. O movimento busca evitar um confronto direto com Ciro
Nogueira, ao mesmo tempo em que tenta afastá-lo do núcleo mais próximo do
bolsonarismo.
A investigação autorizada por André Mendonça apura suspeitas de
pagamento de vantagens indevidas a Ciro em troca de atuação favorável a
interesses do Banco Master. Entre os pontos citados pela Polícia Federal está a
apresentação de uma emenda para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de
Créditos, medida que, segundo investigadores, poderia beneficiar a instituição
financeira.
A PF também menciona mensagens que indicariam participação do banco na
elaboração da proposta apresentada por Ciro. O avanço da apuração coloca o caso
no centro das articulações eleitorais e impõe novo teste à capacidade do PL de
equilibrar pragmatismo político, alianças regionais e tentativa de preservação
da imagem de sua pré-campanha.
Fonte: Brazil 247




