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16 de outubro de 2026

Bolsonaro disse que tem de facilitar a vida do patrão, pois de que vale o trabalhador ter direitos trabalhista e não ter emprego?

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Q

uando ele e tal do pastor Silas Malafai disseram isto, eles estavam preparando para causar medo aos trabalhadores de ficarem desempregados e assim tirar os direitos trabalhistas, para que os trabalhadores trabalhem somente por um salário que o patrão queira pagar.

          À época o Bolsonaro era presidente o Malafaia era conselheiro dele; os dois queriam aproveitar a oportunidade para acabar com os sindicatos e com o ministério público do Trabalho, pois assim poderiam deixar os trabalhadores fragilizados e sem força para exigir do patrão um salário digno e direito trabalhistas, que lhes garanta dignidade e sustento à família.

          Este sempre foi o objetivo da família bolsonarista, que nunca trabalharam na vida, mas sim, sempre viveram dos cargos públicos, toda a família.

          As declarações de Jair Bolsonaro e Silas Malafaia sobre "privilégios" dos trabalhadores e a necessidade de facilitar a vida dos empregadores ocorreram em ocasiões públicas e entrevistas:

          Fevereiro de 2020, em uma entrevista conjunta gravada no Palácio do Planalto, Silas Malafaia afirmou que "o trabalhador brasileiro tem muito privilégio" e questionou a existência de direitos e multas trabalhistas (como a multa de 40% do FGTS), enquanto Jair Bolsonaro defendeu que é preciso "facilitar a vida do patrão" e que "é melhor ter menos direitos e emprego do que muitos direitos e desemprego".

          Essas falas acompanhavam discussões em torno de propostas como a Medida Provisória (MP) 905/2019 (Contrato Verde e Amarelo).

          Declarações posteriores, em (2025): Posicionamentos semelhantes sobre a flexibilização de leis trabalhistas e críticas a direitos e jornadas, (como debates envolvendo a escala 6x1), continuaram sendo reforçados em aparições e manifestações públicas de ambos.

 

 

Lula e Senador Randolfe Rodrigues (PT-AP): Randolfe, publicamente, a ausência do senador Flávio Bolsonaro na votação pelo fim da escala 6 x 1. Assista ao vídeo aqui.

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E

m pronunciamento feito na quarta-feira, 14 de outubro de 2026, durante as discussões do Senado Federal, sobre a Proposta de Emenda à Constituição, (PEC), que visa extinguir a jornada de trabalho na escala 6x1, Randolfe Rodrigues  criticou Flávio Bolsonaro por não ter registrado presença no painel após mais de seis horas de debate.

                    Mudança de posicionamento: Randolfe Rodrigues ironizou a mudança recente de postura de Flávio Bolsonaro (que é candidato à Presidência da República).

          Flávio vinha se posicionando publicamente de forma contrária ao fim da escala 6x1, mas recuou e declarou que votaria a favor do projeto após uma visita ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

          Apesar do anúncio de que apoiaria a medida, Randolfe destacou no plenário que nem Flávio e nem seu coordenador de campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), haviam comparecido para debater a proposta com os demais parlamentares.

          O líder governista argumentou que a promessa de voto favorável de Flávio Bolsonaro era uma "mentira sincera" e sugeriu que, caso vencesse a eleição presidencial, o candidato do PL tentaria aprovar outros projetos para flexibilizar as leis trabalhistas e neutralizar os efeitos do fim da escala 6x1.

                                    O resultado da votação:

          Apesar das discussões e da ausência inicial nas galerias de debate, a PEC do fim da escala 6x1 acabou aprovada no Senado Federal em dois turnos por uma margem expressiva de 75 votos a favor e apenas 1 contra (voto dado pelo senador Hamilton Mourão).

          De acordo com os registros de votação, Flávio Bolsonaro acabou cedendo às pressões e contabilizou voto favorável à medida.