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04 novembro 2026

Onda de cancelamentos de shows no nordeste começa a preocupar artistas sertanejos.

ANgICO DOS DIAS NOTÍCIAS

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EDIÇÃO DE Nº 3485.

       CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA,  BRASIL.

QUARTA- FEIRA, 04/ 11/ 2026.  


A

 sequência de cancelamentos de apresentações de artistas sertanejos em cidades do Nordeste começa a gerar preocupação no setor musical.

        O movimento ganhou força após a repercussão de manifestações políticas envolvendo cantores que declararam apoio a Flávio Bolsonaro.

           Nomes conhecidos do sertanejo passaram a enfrentar questionamentos e pressão de parte do público após declarações políticas.

        Os episódios reacenderam o debate sobre a relação entre posicionamento ideológico de artistas e contratos para apresentações financiadas pelo poder público.

        Os casos de Recife e Fortaleza, envolvendo a dupla Jorge & Mateus, ampliaram a repercussão do assunto e levantaram preocupações sobre possíveis impactos em outras agendas de shows e eventos na região.

          A situação também chama atenção pela dimensão do mercado nordestino para o sertanejo, especialmente durante grandes festas populares e celebrações de fim de ano.

         Até que ponto o posicionamento político de um artista deve influenciar sua contratação para eventos públicos?

#Sertanejo #Nordeste #CancelamentoDeShows #MúsicaBrasileira #Política

Alcolumbre retira maioridade penal da pauta a pedido de Motta.

ANgICO DOS DIAS NOTÍCIAS

EDIÇÃO DE Nº 3484.

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QUARTA- FEIRA, 04/ 11/ 2026.  

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O

 presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou da pauta da sessão desta quarta-feira, 4 de novembro, a votação da redução da maioridade penal.

          A decisão foi tomada a pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, (Republicanos-PB), e o Senado vai aguardar a análise da Câmara antes de retomar o tema.

          Motta ponderou que os deputados discutem a redução da maioridade penal há mais tempo e que uma votação simultânea nas duas casas atropelaria o debate. Alcolumbre reconheceu o argumento.

          “Eu preciso reconhecer que a Câmara dos Deputados saiu à frente da deliberação desta PEC e foi na Câmara dos Deputados que foi destacada essa comissão especial para tratar deste tema da redução da maioridade penal”, disse o presidente do Senado.

          Alcolumbre negou que Motta tivesse pedido para não votar. “Ele não pediu para não votar”, afirmou. Segundo o senador, o presidente da Câmara apenas ponderou a dianteira dos deputados, e essa ponderação pesou na decisão de aguardar.

          A sinalização de adiamento veio depois de o Senado ter aberto caminho, na véspera, para votar a proposta. Um requerimento de calendário especial, apresentado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), permitiria levar o texto diretamente ao plenário, sem passar pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. A manobra tinha apoio de integrantes da oposição, entre eles Rogério Marinho (PL-RN).

          Duas propostas estavam na mesa. A de Marinho reduz a maioridade penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos em crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e organização criminosa.

          A de Camilo Santana (PT-CE) reduz para 16 anos apenas nos crimes hediondos e mantém os 18 anos nos demais casos. Uma emenda constitucional exige 49 dos 81 senadores, em dois turnos.

          Na Câmara, a comissão especial que trata do tema aprovou nesta quarta-feira requerimentos para audiências públicas com integrantes do governo federal, representantes das forças de segurança, especialistas e familiares de vítimas.

          O relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), pretende apresentar e votar o parecer até o fim de novembro e levar a proposta ao plenário no início de dezembro.

          O recuo muda o cálculo político da disputa pela presidência do Senado. Alcolumbre havia sinalizado a votação como gesto à direita, onde busca votos para a reeleição, e agora entrega o tema à Câmara no momento em que o PL lança Rogério Marinho contra ele.

          A votação da maioridade penal não ocorre nesta quarta-feira, e o Senado passa a depender do calendário dos deputados.

          A PEC da Segurança Pública, que excluiu a maioridade do texto, segue para promulgação. As emendas sobre maioridade foram destacadas em votação apertada, 38 a 36, e passaram a tramitar como propostas autônomas.

                Fonte: Blog do Esmael.

Redução da maioridade penal: Senado aguardará votação de PEC da Câmara.

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A

 redução da maioridade penal será discutida no Parlamento por meio da PEC 32/2015, atualmente em análise em comissão especial na Câmara dos Deputados.

          A comunicação foi feita aos senadores pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na sessão desta quarta-feira (04/ 11/ 2026).

          O anúncio de Davi veio após o desmembramento de duas emendas sobre o tema à PEC 18/2025 — a PEC da Segurança Pública, aprovada na terça-feira, (03/ 11/ 2026).

         As emendas, dos senadores Rogerio Marinho (PL-RN) e Camilo Santana (PT-CE), foram transformadas em duas propostas autônomas.

          Parte dos senadores esperava a aprovação de um calendário especial para a análise das propostas, com dispensa de prazos e votação direta no Plenário. Segundo Davi, porém, o presidente da Câmara, Hugo Motta, ponderou que o tema já está em discussão pelos deputados em comissão especial desde agosto.

          Na condição de presidente do Senado, preciso compreender que a ponderação foi razoável. Eu preciso tentar, da melhor maneira possível, manter uma relação pacífica, cuidadosa e atenciosa a uma demanda do presidente da Câmara dos Deputados — disse Davi, acrescentando que o compromisso de Motta é colocar o texto em votação ainda no mês de novembro.

Prazo

          Autor do requerimento de calendário especial para as PECs do Senado, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) disse que não discordaria da decisão de Davi, mas propôs que seja definido um prazo para a deliberação da Câmara. Caso contrário, o Senado deliberaria as PECs desmembradas.

          Vossa Excelência poderia estabelecer uma data: 1º de dezembro. Se até o dia 1° de dezembro a PEC não vier da Câmara dos Deputados, há o requerimento assinado por mais de 50 senadores para colocar em votação com quebra de interstício, em urgência, a PEC sobre a maioridade — disse Braga, apoiado pelo senador Cid Gomes (PSB-CE).

          Senadores oposicionistas afirmaram que a decisão do presidente do Senado descumpre compromisso firmado na terça-feira após o desmembramento das propostas.

          O senhor é o presidente do Congresso, senador. Não é a Câmara dos Deputados que diz como vai ser, o Senado é a Casa alta. O senhor fez um compromisso e compromisso é para ser cumprido — disse o senador Carlos Portinho (PL-RJ), líder de seu partido.  

           Em resposta, Davi Alcolumbre fez um desabafo sobre a polarização política no país. 

          Cláusula pétrea

          O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que o melhor caminho seria fazer a alteração por meio de um projeto de lei já aprovado pelo Senado em 2025 e enviado à Câmara. Para ele, o Senado deveria cobrar a análise do texto, já que a redução da maioridade penal é considerada por alguns como cláusula pétrea, tema que não pode ser alterado na Constituição.

          O PL 1.473/2025, do senador Fabiano Contarato (PT-ES), não reduz a maioridade penal, mas aumenta o tempo máximo de internação de adolescentes infratores. Esse tempo poderia ser dobrado nos casos mais graves. A alteração seria feita no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

          Por que é mais interessante, tecnicamente, este caminho do que a PEC? Porque a PEC vai ser objeto de questionamentos. Há a possibilidade de votar uma PEC e não ter o resultado, e deixar de lado um projeto de lei que garante o resultado — alertou o senador.

          Propostas desmembradas

Uma das propostas desmembradas da PEC da Segurança Pública é a PEC 20/2026, do senador Camilo Santana, que reduz a maioridade penal para os 16 anos nos casos de crimes hediondos.

          Para os demais crimes, a maioridade continua aos 18 anos. A proposta era tida como a com maior probabilidade de consenso para votação no Senado.

          A outra proposta é a PEC 19/2026, do senador Rogerio Marinho, que busca reduzir a idade de responsabilização penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.

          Já a PEC 32/2015, do ex-deputado Gonzaga Patriota, estabelece a maioridade penal e civil aos 16 anos de idade. A proposta está sendo analisada pela comissão especial da Câmara junto com outras PECs sobre o tema.

          Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado.

Senado aprova protocolo que amplia defesa da democracia no Mercosul.

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O

 Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (4) o Protocolo de Montevidéu sobre Compromisso com a Democracia no Mercosul, conhecido como Ushuaia II.

          Assinado em 2011, o texto amplia os mecanismos de prevenção e de resposta a situações que possam ameaçar ou interromper a ordem democrática nos países participantes do acordo. A matéria será promulgada.

          O projeto (PDL 618/2026) complementa as regras estabelecidas em 1998 pelo Protocolo de Ushuaia. O novo texto prevê consultas às autoridades do país afetado e iniciativas diplomáticas para preservar ou restabelecer a democracia.

         Caso essas medidas não tenham resultado ou as autoridades estejam impedidas de participar, os demais países poderão decidir, por consenso, adotar outras providências.

          O relator da matéria foi Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE).

          Segundo ele, o protocolo assinado em 2011 amplia a atuação preventiva do Mercado Comum do Sul (Mercosul) diante de ameaças à ordem democrática, representando uma importante evolução institucional ao alinhar a cláusula democrática do Mercosul ao modelo preventivo consagrado no sistema interamericano.

          O Mercosul é um bloco de integração regional da América do Sul que atualmente possui cinco membros plenos: Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.

             Medidas

          Entre as providências previstas estão a suspensão do direito de participação do país afetado nos órgãos do Mercosul, assim como a suspensão de direitos e benefícios decorrentes do Tratado de Assunção e de outros acordos de integração.

      Também poderão ser adotadas medidas relacionadas às fronteiras, ao comércio, ao tráfego aéreo e marítimo, às comunicações e ao fornecimento de energia, serviços e abastecimento.

         De acordo com o texto, as medidas deverão ser proporcionais à gravidade da situação e não poderão colocar em risco o bem-estar da população nem o exercício dos direitos humanos e das liberdades fundamentais

      O novo protocolo determina o respeito à soberania e à integridade territorial do país afetado, à situação dos países sem litoral marítimo e aos tratados em vigor.

Prevenção

     O Ushuaia II permite que o governo constitucional de um país que considere sua ordem democrática ameaçada peça a colaboração aos demais participantes.

        Com a solicitação e o consentimento desse governo, poderão ser criadas comissões de apoio, cooperação e assistência técnica, além de grupos destinados a acompanhar mesas de diálogo entre representantes políticos, sociais e econômicos.

       As comissões poderão contar com integrantes do Parlamento do Mercosul, dos parlamentos nacionais, do Parlamento Andino e com representantes governamentais e o Alto Representante-Geral do Mercosul.

       Segundo o parecer de Nelsinho Trad, esse mecanismo preventivo é uma das principais diferenças em relação ao protocolo de 1998, cuja aplicação está associada a situações de ruptura da ordem democrática.

                     Ratificação

A entrada em vigor do Ushuaia II depende da ratificação de quatro países do Mercosul. De acordo com o parecer de Nelsinho, Argentina e Uruguai já ratificaram o protocolo; o Paraguai ainda não o ratificou.

 

Até que o novo protocolo entre em vigor, as relações entre os países que ainda não o ratificaram continuam regidas pelo Protocolo de Ushuaia de 1998.

 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

 

Fonte: Agência Senado

automaticamente do cargo, mas transforma cada votação em uma operação logística e em um teste de lealdade da bancada.

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O

 Blog do Esmael publicou em 1º de novembro que um ex-agente do serviço de inteligência de Israel acompanhou a saída do senador do Brasil até a Argentina, e em 2 de novembro que a operação teve apoio de ao menos dois países.


          A novidade desta terça-feira é outra: o senador precisou do presidente do Senado para conseguir votar de longe. 

         A votação da PEC da Segurança Pública terminou com 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 no segundo, sem votos contrários.

         O texto segue para promulgação e abre caminho para a criação do Ministério da Segurança Pública.

          A operação política em torno do senador também envolve Washington. Segundo relatos publicados, aliados de Flávio esperavam que Trump retomasse sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e formalizasse o asilo político.

          Até a noite desta terça-feira, o senador contava com autorização de permanência temporária, e não com asilo. Trump disse que ele pode ficar no país pelo tempo que quiser, mas afirmou não ter planos de encontrá-lo.

          O cálculo eleitoral americano ajuda a explicar o silêncio. Os Estados Unidos votaram nesta terça-feira para o Congresso, e um presidente em disputa de meio mandato evita abrir frentes de conflito com outros países.

          O resultado parcial das urnas americanas, com vitórias democratas nas primeiras disputas, reforça a leitura de que a Casa Branca não tem incentivo para transformar o caso em crise diplomática.

         No Senado, o efeito prático é imediato. Cada sessão deliberativa passa a exigir uma operação para garantir a presença do senador, e o governo acompanha a conta.

         Um mandato cassado mudaria o equilíbrio da bancada do PL e o calendário da sucessão na Casa, tema que já mobiliza candidatos à presidência do Senado.

Fonte: do Blog do Esmael.