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Jornal Edição da Manhã

3 de novembro de 2026

A conta das promessas de Lula chega ao Congresso nesta terça.

 ANgICO DOS DIAS NOTÍCIAS

EDIÇÃO DE Nº 3478.

       CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA,  BRASIL.

      TERÇA- FEIRA, 03/ 11/ 2026.  

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A

 Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional retoma os trabalhos nesta terça-feira, (03/ 11/ 2026), às 14h30, para começar a encaixar no Orçamento de 2027 as promessas feitas por Lula durante a campanha.

          O governo precisa remanejar cerca de R$ 20 bilhões para acomodar compromissos como o reajuste do Bolsa Família, a ampliação do Pé-de-Meia e o Desenrola 3.0.

         O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 prevê superávit primário de R$ 18,6 bilhões.

          O número considera receitas e despesas primárias sem os descontos previstos nas regras fiscais. Para o cumprimento da meta, o governo trabalha com resultado ajustado de R$ 83,4 bilhões, equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

O limite para as despesas primárias foi fixado em R$ 2,576 trilhões.

          A CMO analisa despesas, receitas e emendas do Orçamento antes da votação em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

          O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pretende encaminhar um projeto para formalizar o compromisso de perseguir o centro da meta fiscal em 2027.

         A medida faz parte da tentativa de mostrar ao mercado que o Executivo manterá os parâmetros das contas públicas.

         O reajuste do Bolsa Família representa uma despesa adicional estimada em mais de R$ 22 bilhões. A ampliação do Pé-de-Meia também exige recursos.

        O Desenrola 3.0 prevê mecanismos de renegociação de dívidas, e o pacote voltado a microempreendedores individuais inclui medidas relacionadas ao Pix e ao acesso ao crédito.

          A equipe econômica também precisa considerar os efeitos da medida provisória que proibiu a exploração de apostas de quota fixa e jogos on-line.

          O Congresso Nacional tem até 23 de novembro para deliberar sobre o texto. A eventual manutenção da proibição pode afetar a arrecadação prevista com o setor.

          O Ministério do Planejamento informou que será necessário remanejar cerca de R$ 20 bilhões no Orçamento de 2027.

          A operação exige identificar despesas que possam ser reorganizadas e fontes de recursos para financiar as medidas sem alterar os parâmetros fiscais.

          A pressão também envolve os gastos com servidores públicos e os chamados penduricalhos. Estimativas citadas pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, apontam que pagamentos acima do teto constitucional podem representar um custo anual próximo de R$ 20 bilhões.

         O teto do funcionalismo corresponde ao subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente em R$ 46.366,19.

          A reforma administrativa integra o debate. A proposta apresentada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) prevê mudanças na estrutura do Estado e nas regras aplicáveis aos servidores.

        O andamento depende da articulação política na Câmara dos Deputados e da definição sobre a relatoria.

          No mesmo dia, o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), publicou “Viva o Equilíbrio Fiscal!!!” ao anunciar a permanência do secretário de Fazenda do estado. Fonteles é cotado para o Ministério da Fazenda e negou ter tratado cargos com Lula. O mercado quer um gesto de austeridade para o próximo mandato.

          A discussão do Orçamento ocorre em paralelo à montagem do ministério. O presidente do PT, Edinho Silva, começa nesta terça-feira, (03/ 11/ 2026), uma série de reuniões com partidos do Centrão. União Brasil e PP querem pelo menos três pastas no governo Lula 4.

          A reunião da CMO não vota o PLOA nesta terça. O texto ainda precisa passar pela comissão, receber emendas e seguir para sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O calendário se aproxima do fim do ano legislativo.

Fonte: Blog do Esmael.

Aprovação de Trump fica em 32% e democratas lideram disputa pelo Congresso.

ANgICO DOS DIAS NOTÍCIAS

EDIÇÃO DE Nº 3477.

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      TERÇA- FEIRA, 03/ 11/ 2026.  

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P

esquisa Reuters/Ipsos aponta vantagem democrata de oito pontos antes das eleições nos EUA, com custo de vida no centro das preocupações dos eleitores.

          O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), chegou às eleições legislativas de meio de mandato com apenas 32% de aprovação, enquanto o Partido Democrata mantém vantagem sobre os republicanos nas preferências dos eleitores. De acordo com a pesquisa Reuters/Ipsos, divulgada nesta segunda-feira (2), 46% dos entrevistados preferem os democratas, diante de 38% que apoiam os republicanos.

          O aumento do custo de vida aparece como a principal preocupação dos estadunidenses e representou um desafio para o governo liderado pelo chefe da Casa Branca.

          Foram entrevistados 1.765 adultos nos EUA pela internet, com margem de erro de dois pontos percentuais. A aprovação de Trump permaneceu em 32%, um ponto percentual acima dos 31% registrados em 19 de outubro. O resultado também coincidiu com a medição de 26 de outubro, quando a Reuters identificou o mesmo percentual de apoio à administração republicana.

          A pesquisa foi divulgada em um momento em que os republicanos tentam preservar suas maiorias na Câmara dos Representantes e no Senado. Os eleitores irão às urnas nesta terça-feira, (03/ 11/ 2026), para renovar integralmente as 435 cadeiras da Câmara e escolher os representantes de 35 vagas no Senado.

          O resultado das eleições definirá a composição do Congresso durante os dois últimos anos do atual mandato presidencial. Uma mudança no controle de qualquer uma das duas Casas poderá afetar a tramitação de propostas do governo, as negociações orçamentárias e a fiscalização das atividades do Executivo.

Custo de vida concentra insatisfação dos eleitores

         O desempenho da economia apareceu entre os principais fatores que influenciam as decisões de voto. Segundo os números apresentados no levantamento, 78% dos eleitores consideram o aumento do custo de vida uma questão muito importante ou a mais importante para escolher seus representantes.

         A pesquisa também apontou uma vantagem democrata na avaliação sobre qual partido possui melhores condições de enfrentar a alta dos preços. Nesse quesito, 43% preferem os democratas, enquanto 32% escolhem os republicanos.

        A insatisfação esteve associada à trajetória dos preços e ao impacto das decisões econômicas do governo sobre o orçamento das famílias. Entre os fatores mencionados está a elevação dos combustíveis desde o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em fevereiro.

        Levantamentos anteriores da Reuters/Ipsos já identificavam dificuldades para Trump nessa área. Em pesquisa divulgada em 9 de outubro, 78% dos norte-americanos atribuíram às políticas presidenciais responsabilidade pelo aumento de preços em ritmo superior ao crescimento dos salários.

          O cenário representou uma dificuldade para o Partido Republicano, que chegou à Casa Branca com promessas de reduzir a inflação e aliviar os gastos cotidianos da população. A percepção sobre a economia passou a ocupar posição central no debate eleitoral.

          Metade dos eleitores vê votação como oposição a Trump.

         A avaliação sobre a atual administração também interferiu diretamente na escolha dos candidatos ao Congresso. Conforme os números informados no levantamento, 50% dos eleitores registrados consideram seu voto uma manifestação de oposição a Trump.

        Outros 13% afirmaram que pretendem votar como forma de apoio ao chefe da Casa Branca. Para 33%, o desempenho do presidente não representa um fator determinante na escolha dos representantes para a Câmara e o Senado.

        Entre os eleitores independentes, aproximadamente metade também interpretaram a eleição como uma oportunidade de expressar descontentamento com o governo. Esse grupo ocupa uma posição relevante nas disputas em estados e distritos onde nenhum dos partidos possui ampla vantagem.

        A chamada cédula genérica, instrumento utilizado pelos institutos de pesquisa para medir a preferência nacional entre democratas e republicanos, indica uma liderança de oito pontos percentuais para a oposição, segundo os dados fornecidos.

        Essa diferença é inferior aos 11 pontos registrados na pesquisa Reuters/Ipsos de 26 de outubro. Na ocasião, os democratas reuniam 47% das preferências, contra 36% dos republicanos. A pesquisa anterior ouviu 1.679 adultos norte-americanos, dos quais 1.280 eram eleitores registrados.

          Os resultados nacionais ajudam a identificar tendências do eleitorado, mas não reproduzem necessariamente o comportamento de cada distrito eleitoral ou estado.

          A distribuição das cadeiras depende de disputas locais, das características de cada região e da participação dos eleitores.

Democratas demonstram maior disposição para votar

         A pesquisa também identificou uma diferença no entusiasmo das bases partidárias. Entre os democratas, 49% afirmam estar “muito entusiasmados” com a possibilidade de participar da eleição, enquanto 33% dos republicanos apresentam o mesmo grau de disposição.

        A diferença de 16 pontos percentuais sugeriu maior mobilização declarada entre os eleitores da oposição. O indicador não corresponde diretamente à participação efetiva nas urnas, mas oferece uma medida do interesse dos entrevistados pela disputa.

          O comportamento das bases partidárias pode influenciar as eleições para a Câmara, onde os 435 mandatos estarão em disputa. Os republicanos procuram conservar a maioria conquistada nas eleições anteriores, enquanto os democratas tentam ampliar sua representação.

         O cenário do Senado apresenta características diferentes. Como apenas parte das cadeiras passa por renovação a cada dois anos, a distribuição geográfica das disputas limita as possibilidades de mudança na composição da Casa.

         Eleições definirão equilíbrio de forças em Washington.

         As eleições de meio de mandato ocorrem dois anos depois da escolha do presidente e representam uma oportunidade para o eleitorado alterar a composição do Poder Legislativo sem modificar o comando da Casa Branca.

        Os integrantes da Câmara dos Representantes cumprem mandatos de dois anos, enquanto os senadores exercem funções por seis anos. O sistema renova aproximadamente um terço do Senado a cada eleição legislativa.

        O Partido Republicano chega à votação com o controle das duas Casas. A manutenção dessas maiorias permitiria ao governo continuar negociando suas propostas com uma base parlamentar do próprio partido.

       Uma eventual mudança na composição do Congresso poderia ampliar a influência democrata sobre o orçamento federal, a fiscalização do Executivo e a tramitação das principais iniciativas da administração Trump.

        O quadro de insatisfação econômica constitui um dos elementos da disputa. A alta dos combustíveis, os efeitos da guerra com o Irã e a pressão sobre as despesas familiares passaram a ocupar espaço nas avaliações dos eleitores sobre o desempenho presidencial.

        Às vésperas da votação de 3 de novembro de 2026, os dados apresentados indicam que o custo de vida e a avaliação do governo Trump estão entre os principais fatores associados às preferências partidárias, em uma eleição que determinará a relação entre a Casa Branca e o Congresso até 2028.

2 de novembro de 2026

L. Faz o L de Lula da Silva: PT de São Paulo cria força-tarefa jurídica contra perseguição a eleitores de Lula.

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EDIÇÃO DE Nº 3476.

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SEGUNDA - FEIRA, 01/ 11/ 2026.  

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L

. PT se une ao Grupo Prerrogativas para oferecer apoio legal e combater casos de violência e boicote econômico no estado.

          O diretório do PT no estado de São Paulo articulou uma força-tarefa jurídica para combater a escalada de violência, intimidação, assédio no ambiente de trabalho e retaliações financeiras direcionadas a apoiadores do presidente Lula, (PT), informa o Metrópoles.

          A iniciativa mobiliza o setor jurídico da legenda, advogados parceiros e o coletivo Grupo Prerrogativas. Por meio de mobilização nas redes digitais, o grupo passou a centralizar os relatos de arbitrariedades para encaminhar o acolhimento legal gratuito a cada um dos afetados.

          Em um intervalo de menos de 48 horas após o lançamento da ação, a representação estadual contabilizou 42 registros formais. O quadro detalha um cenário preocupante: 19 notificações de retaliação motivada por divergência partidária, 17 ocorrências de represália financeira, 15 casos envolvendo intimidações e violência verbal, 14 demissões com viés político e cinco episódios de agressões físicas ou prejuízos patrimoniais, havendo relatórios com mais de uma infração associada.

          O balanço não contabiliza os dados colhidos durante o fim de semana.

          “A história já nos mostrou aonde podem levar a perseguição política, a intolerância e os boicotes motivados por preconceito ou divergências ideológicas. Não podemos naturalizar comportamentos que remetem a períodos sombrios da humanidade.

          Defender quem sofre perseguição é também defender a democracia”, diz Kiko Celeguim, deputado federal reeleito e presidente do PT de São Paulo.

          Fatos graves ilustram o alcance dos ataques no interior paulista. Em uma das ocorrências, o proprietário de um comércio teve o espaço invadido por um indivíduo que arremessou blocos de alvenaria colhidos em uma construção vizinha contra a estrutura do local, além de proferir ameaças de morte contra os eleitores do presidente Lula.

         Em outra localidade, estabelecimentos voltados ao ensino de dança infantil que figuravam em listas de boicote precisaram acionar esquemas de segurança privada para assegurar a integridade de apresentações com crianças diante da ameaça de atos radicais.

          A conduta de agentes públicos também está no radar das medidas judiciais que serão tomadas para reparar as violações coletivas e individuais.

          “Tem situações que vai ser necessário entrar com ação judicial por danos morais, até para dano moral coletivo. Um vice-prefeito do interior promovendo um boicote, por exemplo. Temos várias providências jurídicas para serem tomadas nos próximos dias”, diz o advogado Michel Bertoni Soares, que atende o PT-SP.

          O cenário em São Paulo reflete uma crise de âmbito nacional. Até a manhã de quinta-feira (29), o Ministério Público do Trabalho computava 3.465 representações relativas a assédio eleitoral em todo o território brasileiro, sendo 297 delações originadas no interior paulista.

          Na esfera judicial, o MPT obteve liminar para obrigatoriedade de remoção pela Meta de 15 publicações que promoviam a demissão de trabalhadores por razões ideológicas.

          Entre os canais responsabilizados está o de um parlamentar estadual recém-eleito pelo PP, que divulgou conteúdo em tom de deboche em resposta ao relato de uma mulher que chorava pela demissão do marido.