ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS
EDIÇÃO DE Nº 3381.
CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA, BRASIL.
quarta-feira, 09/ 09/ 2026.
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presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
pediu nesta quarta-feira, 9 de setembro, a quebra completa do sigilo das
investigações envolvendo o Banco Master e afirmou que o Brasil precisa conhecer
todos os fatos, sem vazamentos seletivos.
A manifestação ocorre no mesmo dia em
que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, (STF), reintegrou a
cúpula da Polícia Federal, (PF), ampliando a crise entre ministros da Corte a
menos de um mês da eleição presidencial.
Lula afirmou que a crise no
Judiciário exige transparência e criticou a divulgação fragmentada de
informações de investigações que, segundo ele, interfere na disputa eleitoral.
O presidente defendeu que o sigilo
seja retirado para todos os envolvidos no caso, independentemente do lado
político.
“É urgente a quebra
completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master,
seja quem for, doa a quem doer.
O Brasil precisa saber a verdade”, escreveu
Lula na rede social X.
A declaração representa uma mudança
de posição pública do presidente diante de uma investigação que passou a
atingir diretamente o Supremo, a Polícia Federal e personagens de diferentes
campos políticos.
Essa foi a primeira manifestação
direta de Lula sobre o caso, depois da decisão de André Mendonça que afastou o
diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência da
corporação, Leandro Almada.
O pedido de Lula, porém, não
significa que o presidente tenha determinado a abertura dos autos. O que existe
é uma cobrança política pela retirada dos sigilos. A decisão sobre o acesso aos
elementos protegidos da investigação cabe às autoridades responsáveis pelos
procedimentos judiciais.
Lula mira os
vazamentos seletivos.
O presidente associou a
discussão sobre o sigilo diretamente à disputa eleitoral. Para Lula, a
divulgação de informações isoladas pode produzir efeitos políticos antes que o
conjunto da investigação seja conhecido.
“Se faz necessário mais
transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral”,
afirmou.
A crítica ganha peso porque a eleição
presidencial está marcada para 4 de outubro e o caso Master passou a atingir
nomes e instituições situados em diferentes polos da disputa política.
O presidente Lula também citou como
referência a Operação Spoofing, conduzida em 2019 pelo então ministro do STF
Ricardo Lewandowski, como exemplo de divulgação de informações que, na visão do
presidente, deveria servir de parâmetro para o tratamento atual do caso.
O movimento político de Lula é claro:
se existem elementos contra integrantes do governo, da oposição, do Judiciário
ou de outros setores, o presidente quer que o conjunto seja conhecido, e não
apenas os trechos que chegam ao público por meio de vazamentos.
fonte: Blog do Esmael