ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS
EDIÇÃO DE Nº 3398.
CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA, BRASIL.
domingo, 13/ 09/ 2026.
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ministro Flávio Dino ministro, do Supremo
Tribunal Federal (STF), decidiu retirar o sigilo da investigação do caso Dark
Horse, que apura o possível direcionamento de emendas parlamentares para o
financiamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, (PL).
A
decisão, tomada neste domingo (13), alcança o material produzido pela Polícia
Civil de São Paulo sobre a Go Up, produtora responsável pelo filme.
A investigação é uma das duas frentes
no STF relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”.
O braço relatado por Dino mira o
possível uso irregular de emendas parlamentares, enquanto o outro inquérito,
sob relatoria do ministro André Mendonça, apura uma frente distinta de
financiamento da obra.
Entre os alvos da investigação de
Dino estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor executivo do longa
e ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro, e Karina Gama, dona da Go Up.
Na última quinta-feira (10), a
Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e
nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará na Operação Make Up,
autorizada por Dino.
Mário Frias e Karina estavam entre os
alvos. Segundo a PF, a investigação apura a atuação de uma suposta organização
criminosa formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar
recursos recebidos por meio de emendas para empresas subcontratadas de maneira
irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços.
No despacho deste domingo, Dino
afirmou que, após analisar o material produzido pela investigação da Polícia
Civil de São Paulo, os elementos indicam um possível “sofisticado esquema de
destinação e desvio de recursos públicos”, principalmente de emendas
parlamentares federais.
A apuração também cita movimentações
entre Frias e a Go Up.
Segundo a PF, o deputado teria
enviado valores à empresa em montante considerado incompatível com os
rendimentos declarados por ele e com os créditos identificados em suas contas
bancárias.
Para os investigadores, esse
elemento indicaria uma possível participação mais ampla do parlamentar na
engrenagem financeira sob apuração.

