ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS.
EDIÇÃO DE Nº 3075
CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA, BRASIL.
e-mail: angicodosdias2014@gmail.com
sextta, 29/ 08/ 2025.
O |
salário mínimo deve subir para R$ 1.631 a
partir de janeiro de 2026, conforme previsão do Projeto de Lei Orçamentária
Anual (PLOA) enviado pelo governo Lula (PT) ao Congresso nesta sexta-feira
(29).
O
reajuste representa um aumento de R$ 113 sobre o valor atual, de R$ 1.518, e
corresponde a uma alta de 7,44%.
O cálculo do novo piso nacional segue a
fórmula que combina a inflação acumulada pelo INPC até novembro e o crescimento
do PIB de dois anos anteriores. Para 2026, entra na conta o PIB de 2024, que
cresceu 3,4%. O valor definitivo só será conhecido em dezembro, quando o IBGE
divulgar o índice oficial de inflação.
De acordo com o Dieese, 59,9 milhões de
brasileiros têm sua renda vinculada ao piso nacional, seja como remuneração
contratual, aposentadoria ou benefícios assistenciais como o BPC (Benefício de
Prestação Continuada).
O reajuste injeta bilhões na economia
pelo consumo de bens e serviços, criando um círculo virtuoso de progresso: aumenta
o poder de compra, movimenta o comércio, fortalece a indústria e gera novos empregos.
Longe da lógica fiscalista que trata o
reajuste como “pressão sobre as contas públicas”, o Blog do Esmael ressalta o
caráter desenvolvimentista da medida. Cada real a mais no bolso do trabalhador
não é despesa, mas investimento na economia real.
Se o Congresso e o governo
enfrentassem os interesses dos oligarcas da Faria Lima e a política monetária
restritiva do Banco Central, haveria espaço para aumentos ainda mais robustos
do piso nacional e para investimentos sociais estratégicos, como saúde, educação
e segurança pública. Essa é a verdadeira responsabilidade com o país.
Além disso, o PLOA projeta
crescimento de 2,44% para 2026, inflação de 3,6% e taxa Selic média de 13,11%.
O texto reserva R$ 158,6 bilhões para o Bolsa Família, atendendo quase 20
milhões de famílias, e R$ 52,9 bilhões para o Novo PAC.
Em 2025, o Brasil já comprometeu R$
1,313 trilhão apenas com o pagamento de juros e amortizações da dívida pública.
Isso equivale a mais da metade do orçamento federal executado até junho,
segundo a Auditoria Cidadã da Dívida. Esse gasto monumental drena recursos que
poderiam fortalecer saúde, educação, segurança e infraestrutura, revelando que
o verdadeiro entrave ao desenvolvimento não é a falta de dinheiro, mas a
submissão do Estado à lógica rentista que privilegia os especuladores em
detrimento do povo.
Em ano eleitoral, a valorização do
salário mínimo reforça a prioridade do governo Lula com trabalhadores e
aposentados. A disputa no Congresso, porém, deve se intensificar em torno da
liberação de emendas parlamentares, estimadas em R$ 40,8 bilhões. O desafio é
transformar o Orçamento em instrumento de desenvolvimento, não de barganha
política.
O aumento do salário mínimo é um
passo civilizatório. Ele fortalece a economia, reduz desigualdades e expõe o
verdadeiro entrave ao progresso: o rentismo e os juros abusivos que drenam
recursos públicos. O debate que o país precisa enfrentar não é se há dinheiro
para o povo, mas se haverá coragem política para inverter prioridades.
Fotonte: Blog do Esmael
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