ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS
EDIÇÃO DE Nº 3376.
CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA, BRASIL.
domingo, 06/ 09/ 2026.
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ex-procurador federal Deltan Dallagnol (Novo)
juntou ao seu próprio registro de candidatura ao Senado pelo Paraná dezenas de
páginas relativas aos sigilos fiscal e bancário do ministro Cristiano Zanin, do
Supremo Tribunal Federal (STF).
O documentos foram obtidos pela
Operação Lava Jato do Rio de Janeiro, em 2019 e depois declarados nulos pela
Justiça.
Os documentos foram extraídos pelo próprio Dellagnol de um dos processos sigilosos que tramitam contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público, (CNMP), e que foram incluídos na íntegra pelos advogados dele no sistema do Tribunal Regional Eleitoral, (TRE-PR), para rebater a tentativa de impugnação da candidatura, sem qualquer pedido para que fossem deixados sob sigilo.
Procurado pela coluna, o gabinete do
ministro Zanin disse que não iria comentar. A campanha de Deltan não respondeu.
À época advogado da defesa do então
ex-presidente Lula (PT), principal alvo da Lava Jato, Zanin teve seus sigilos
quebrados em 2019, por ordem do juiz Marcelo Bretas, sob a acusação de desvio
de dinheiro público.
O escritório de Zanin era contratado
da Fecomércio-RJ, que por sua vez recebia dinheiro de repasses compulsórios do
Sesc-RJ e do Senac-RJ (recursos do “Sistema S”).
Também foram quebrados (e agora
expostos) os sigilos fiscais de 2014, 2015, 2016 e 2017 de Valeska Teixeira
Zanin Martins, esposa e sócia do ministro, de seu sogro e então sócio Roberto
Teixeira, da cunha Larissa Teixeira e do próprio escritório Teixeira, Martins
& Advogados.
Zanin recorreu ao STF apontando que
Sesc e Senac são entidades privadas, que a 7ª Vara Federal do Rio era
incompetente para julgar o caso e que as buscas violaram prerrogativas da
advocacia, configurando prática de fishing probatório.
A tese convenceu a Segunda Turma do
STF, que anulou as decisões de Bretas e os documentos obtidos a partir da
operação.
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Reprodução rede social do Metrópoles
#colunademetriovecchioli
Fonte: Metrópoles

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