ANgICO DOS DIAS NOTÍCIAS
EDIÇÃO DE Nº 3476.
CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA, BRASIL.
SEGUNDA - FEIRA, 01/ 11/ 2026.
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. PT se une ao Grupo Prerrogativas para oferecer apoio legal e combater casos de violência e boicote econômico no estado.
O diretório do PT no estado de São Paulo articulou uma força-tarefa jurídica para combater a escalada de violência, intimidação, assédio no ambiente de trabalho e retaliações financeiras direcionadas a apoiadores do presidente Lula, (PT), informa o Metrópoles.
A iniciativa mobiliza o setor
jurídico da legenda, advogados parceiros e o coletivo Grupo Prerrogativas. Por
meio de mobilização nas redes digitais, o grupo passou a centralizar os relatos
de arbitrariedades para encaminhar o acolhimento legal gratuito a cada um dos
afetados.
Em um intervalo de menos de 48 horas
após o lançamento da ação, a representação estadual contabilizou 42 registros
formais. O quadro detalha um cenário preocupante: 19 notificações de retaliação
motivada por divergência partidária, 17 ocorrências de represália financeira,
15 casos envolvendo intimidações e violência verbal, 14 demissões com viés
político e cinco episódios de agressões físicas ou prejuízos patrimoniais,
havendo relatórios com mais de uma infração associada.
O balanço não contabiliza os dados colhidos
durante o fim de semana.
“A história já nos mostrou aonde
podem levar a perseguição política, a intolerância e os boicotes motivados por
preconceito ou divergências ideológicas. Não podemos naturalizar comportamentos
que remetem a períodos sombrios da humanidade.
Defender quem sofre perseguição é
também defender a democracia”, diz Kiko Celeguim, deputado federal reeleito e
presidente do PT de São Paulo.
Fatos graves ilustram o alcance dos
ataques no interior paulista. Em uma das ocorrências, o proprietário de um
comércio teve o espaço invadido por um indivíduo que arremessou blocos de
alvenaria colhidos em uma construção vizinha contra a estrutura do local, além
de proferir ameaças de morte contra os eleitores do presidente Lula.
Em outra localidade, estabelecimentos
voltados ao ensino de dança infantil que figuravam em listas de boicote
precisaram acionar esquemas de segurança privada para assegurar a integridade
de apresentações com crianças diante da ameaça de atos radicais.
A conduta de agentes públicos também está no radar das medidas judiciais que serão tomadas para reparar as violações coletivas e individuais.
“Tem situações que vai ser necessário
entrar com ação judicial por danos morais, até para dano moral coletivo. Um
vice-prefeito do interior promovendo um boicote, por exemplo. Temos várias
providências jurídicas para serem tomadas nos próximos dias”, diz o advogado
Michel Bertoni Soares, que atende o PT-SP.
O cenário em São Paulo reflete uma
crise de âmbito nacional. Até a manhã de quinta-feira (29), o Ministério Público
do Trabalho computava 3.465 representações relativas a assédio eleitoral em
todo o território brasileiro, sendo 297 delações originadas no interior
paulista.
Na esfera judicial, o MPT obteve liminar para
obrigatoriedade de remoção pela Meta de 15 publicações que promoviam a demissão
de trabalhadores por razões ideológicas.
Entre os canais responsabilizados
está o de um parlamentar estadual recém-eleito pelo PP, que divulgou conteúdo
em tom de deboche em resposta ao relato de uma mulher que chorava pela demissão
do marido.

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