ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS.
EDIÇÃO DE Nº 3217.
CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA, BRASIL.
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quINta-feira 17/ 04/ 2026.
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fetivação de Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, como soldada da PM foi oficializada nesta sexta-feira, (17/ 04/ 2026), exatamente duas semanas após a morte de Thawanna Salmázio.
PM Yasmin atirou no peito de Thawanna
após discussão.
A policial militar Yasmin Cursino
Ferreira, de 21 anos, foi promovida a soldado exatamente duas semanas depois de
matar com um tiro no peito Thawanna Salmázio, na Zona Leste de São Paulo.
A
efetivação foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (17/ 04/ 2026).
Até então, ela era estagiária na corporação.
A
soldada está afastada das ruas e é investigada pela Corregedoria da PM e pelo
Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, (DHPP), da Polícia Civil.
Thawanna morreu após ser baleada
durante uma ação policial no início do mês, em Cidade Tiradentes.
Ela
caminhava pela rua durante a madrugada com o marido, quando o braço dele tocou
o retrovisor de uma viatura em patrulhamento.
O policial que conduzia o veículo deu
ré e questionou o casal sobre andar na rua, dando início a uma discussão.
A policial Yasmin, que estava no
banco do passageiro, desceu da viatura. Nas imagens registradas pela câmera
corporal do motorista, é possível ouvir Thawanna dizendo à militar para não
apontar o dedo para ela. Em seguida, foi efetuado o disparo.
"Você
atirou? Você atirou nela? Por quê, ca***?", questionou o também soldado
Weden Silva Soares. Yasmin respondeu que atirou porque a moradora teria dado um
tapa na cara dela.
A ação policial foi marcada por
abusos e violência desde o primeiro contato, segundo especialistas ouvidos, e
se configurou como uma “briga” entre agentes e civis, não uma abordagem, além
de desrespeitar protocolos da Polícia Militar.
Na época, a soldado Yasmin estava na
etapa final do estágio na corporação e fazia patrulhamento nas ruas havia cerca
de três meses. Ela não usava uma câmera corporal.
Thawanna esperou mais de 30 minutos
pelo resgate, apesar de haver bases do Corpo de Bombeiros a poucos minutos do
local do disparo. O atestado de óbito emitido pelo Instituto Médico Legal,
(IML), apontou hemorragia interna aguda como causa da morte.
Socorristas ouvidos pela TV Globo
afirmam que a demora no resgate contribuiu diretamente para o agravamento do
quadro, já que o ferimento não foi estancado nos primeiros minutos após o tiro.
Uma sequência de registros oficiais e
imagens de câmera corporal aos quais a TV Globo teve acesso revela como se
deram os mais de 30 minutos entre o disparo que atingiu Thawanna da Silva
Salmázio e a chegada do resgate, na madrugada de 3 de abril de 2026, em Cidade
Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo.
Às 2horas e 59minutos, por meio do
registro feito pela câmera corporal do soldado Weden Silva Soares, é possível
ouvir o som do tiro dado pela PM Yasmin Cursino Ferreira.
Na
sequência, ainda com a vítima no chão, o policial questiona a colega: “Você
atirou? Você atirou nela? Por quê, ca***?” A policial responde: “Ela deu um
tapa na minha cara”.
Segundos depois, o próprio soldado
chama o Centro de Operações da Polícia Militar: "Copom, Rua Edimundo
Audran, aciona o resgate”.
O
pedido é reforçado pouco depois: “Copom, aciona o resgate, Edimundo Audran.
Menina baleada”.
Apesar dos pedidos imediatos, o Copom acionou a central do Corpo de Bombeiros apenas às 3h04, cerca de cinco minutos após a solicitação do PM. Nesse intervalo, o soldado volta a reforçar o pedido de socorro: “Reitero o resgate, Copom”.
Às 3horasn 06 minutos, uma viatura de
resgate dos Bombeiros foi inicialmente empenhada para a ocorrência;
Seis minutos depois, às 3horas
e 12 minutos, essa ambulância foi substituída por outra.
Durante esse período, o
policial volta a demonstrar preocupação com o tempo de espera: “O resgate vai
demorar? “Já está ficando branco o lábio dela. Cadê o resgate? Copom, reitera o
resgate pra Edimundo Audran”.
A segunda ambulância designada para a
ocorrência saiu da base às 3horas e 17minutos;
Ela chegou ao local às 3h30, cerca de
30 minutos após o pedido inicial de socorro;
Às 3horas 37 minutos, a ambulância
deixou o local;
A viatura chegou ao hospital às 3horas
e 40 minutos, três minutos após sair da ocorrência;
No entanto, a ajudante-geral não
resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.
Socorristas ouvidos pela TV Globo
afirmam que a demora no resgate contribuiu, diretamente, para o agravamento do
quadro, já que o ferimento não foi estancado nos primeiros minutos após o tiro.
FONTE: G1
FONTE: G1

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