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13 de agosto de 2026

Penduricalhos: Valores recebidos por juízes, Magistrados e demais, que chamaram atenção do STF.

 ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS

EDIÇÃO DE Nº 3353.

CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA,  BRASIL.

quuinta-feira, 13/ 08/ 2026.    

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o Maranhão, por exemplo, um desembargador aposentado teria recebido cerca de R$ 3,3 milhões, e 300 magistrados passaram de R$ 100 mil só em abril.

          No Rio, centenas de juízes também receberam mais de R$ 100 mil num único mês. Em Rondônia, isso valeu pra 90% dos magistrados. Entre as verbas apareciam itens como auxílio-mudança, auxílio-adoção e gratificações diversas.

 

          A decisão alcança juízes ativos, aposentados e até pensionistas de Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e do Distrito Federal.

          Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) determinaram a suspensão imediata e a devolução dos "penduricalhos" (verbas indenizatórias e gratificações) recebidos de forma irregular por magistrados. A decisão inédita atinge diretamente sete Tribunais de Justiça (TJs) do país.

          Os presidentes dos tribunais têm 72 horas, pra identificar quem recebeu acima do permitido e determinar a devolução do que passou do limite.

          As cortes afirmam que estão cumprindo a decisão do Supremo.

         Segundo elas, parte dos valores seria legítima, como indenização por férias não tiradas e adicionais por ⚖️ O que motivou a decisão?

        Descumprimento do teto: O STF havia estabelecido que as verbas extras não poderiam ultrapassar o limite global de 70% do subsídio (dividido em até 35% para valorização por tempo de magistratura e 35% para outras indenizações).tempo de serviço.

        Pagamentos exorbitantes: Após analisar as folhas de pagamento de abril a julho enviados pelas próprias cortes estaduais, os ministros identificaram "valores exorbitantes não autorizados" e em claro desacordo com o teto constitucional.

          🏛 Tribunais afetados pelas  ordens do STF foi assinada pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, alcançando os seguintes Estados: Maranhão (TJ-MA)Rio de Janeiro (TJ-RJ)Distrito Federal (TJDFT)Rio Grande do Norte (TJ-RN)Paraná (TJ-PR)Goiás (TJ-GO)Rondônia (TJ-RO)

           💰 Exemplos de valores recebidos a mais

          As auditorias revelaram distorções que elevaram os contracheques a centenas de milhares (e até milhões) de reais:

          Maranhão: Um único desembargador aposentado teve autorizado o recebimento de R$ 3,2 milhões em verbas rescisórias. Além disso, 300 magistrados do estado receberam acima de R$ 100 mil em um só mês.

           Distrito Federal: Uma única magistrada embolsou R$ 490 mil na folha de maio.

           Rio Grande do Norte: Um magistrado aposentado recebeu mais de R$ 1 milhão somando os meses de abril e maio.

          Rondônia: Aproximadamente 90% de todos os magistrados do estado receberam acima de R$ 100 mil em abril.

          Rio de Janeiro: Em abril, 589 magistrados tiveram rendimentos superiores a R$ 100 mil.

          📝 Quais eram as justificativas ("penduricalhos")?

Os tribunais mascaravam os supersalários utilizando dezenas de nomenclaturas diferentes, incluindo:

icenças compensatórias (folgas convertidas em dinheiro)

Auxílio-assistência pré-escolar, auxílio-adoção e auxílio-mudança

Gratificações por acúmulo de função administrativa, grupos de metas ou mesas diretoras

Diferenças salariais por "20% final de carreira".

          Próximos passos determinados pelo STF

          Identificação, (72 horas): Os presidentes das cortes têm o prazo de 72 horas para detalhar quem foram os beneficiados pelas parcelas ilegais.

          Devolução imediata: Os valores que ultrapassaram o teto estipulado pela Corte devem ser restituídos imediatamente aos cofres públicos.

          Comprovação, (5 dias): Os tribunais têm até 5 dias, para enviar ao STF as provas documentais de que todos os pagamentos irregulares foram efetivamente cortados.

 

 

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