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Jornal Edição da Manhã

8 de setembro de 2026

Tenente Coronel Geraldo Leite acusado de matar a esposa policial disse que se tornou um escravo.

ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS

EDIÇÃO DE Nº 3378.

CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA,  BRASIL.

segunda - feira, 08/ 09/ 2026.    

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reso pela acusação de m4tar a esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto afirmou que virou uma espécie de subordinado de soldados e cabos dentro do Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte paulistana.


          Em interrogatório prestado à Corregedoria da Polícia Militar, obtido em primeira mão pela coluna Alfredo Henrique, Geraldo diz precisar pedir permissão a um soldado para entrar em uma cela, cumprir tarefas de limpeza e buscar refeições.

          “Eu sou um escravo”, declarou, acrescentando durante a oitiva que “só Deus sabe que eu tô sofrendo aqui dentro”

          O oficial da reserva da PM foi ouvido na condição de indiciado, acompanhado de advogado, no Inquérito Policial Militar (IPM) aberto para apurar a morte de Gisele.

          O assunto surgiu quando Geraldo reclamou da repercussão de mensagens íntimas trocadas com Gisele. Segundo ele, uma delas virou motivo de chacota entre os presos do Romão Gomes.

          Ao descrever a cadeia, o tenente-coronel afirmou que 99% dos internos seriam cabos e soldados e que oficiais receberiam tratamento diferente.

“Aqui, eu não sou o Geraldo que a imprensa acusa de m4tar a Gisele. Aqui, dentro dos internos, eu sou o tenente-coronel que ass4ss1n0u uma soldado”, afirmou.

           Em seguida, relatou a inversão da hierarquia militar.

          “Eu entro na cela, eu peço permissão para o mais antigo da cela, que é um soldado.”

           Geraldo disse lavar banheiro, louças e corredor, fazer faxina em geral, buscar café, almoço e jantar. Segundo ele, dentro da unidade “existem as normas internas e existem as normas dos internos”.

          O coronel também afirmou dividir o presídio com PMs que já fiscalizou enquanto exercia funções de comando nas zonas leste e oeste da capital paulista. “Esses policiais me encontram [no presídio] e me cobram”, disse.

          Geraldo lembrou ainda que, em janeiro de 2025, chegou a dar voz de prisão a um tenente e a um pelotão inteiro por insubordinação. Segundo ele, há no Romão Gomes policiais de unidades sobre as quais exerceu fiscalização.

Fonte: Metropoles

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