ANgICO DOS DIAS NOTÍCIAS
EDIÇÃO DE Nº 3457.
CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA, BRASIL.
terça - feira 20/ 10/ 2026.
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dvogado mobilizou quantia milionária na Bet7K, plataforma que virou alvo da Polícia Federal.
O
jurista Willer Tomaz movimentou a quantia expressiva de R$ 4,8 milhões na
plataforma Bet7K, gerida pela organização Ana Gaming, empresa que acabou se
tornando alvo de investigações da Polícia Federal sob a acusação de
operacionalizar esquemas de lavagem de capital oriundo do Primeiro Comando da
Capital (PCC).
A deflagração da ação policial,
denominada Operação Narco Bet, ocorreu em novembro de 2025, informa Tácio
Lorran, do Metrópoles.
Conforme apontam registros do
Ministério da Fazenda, a transação inicial efetuada pelo advogado consistiu em
um aporte de R$ 1,3 milhão.
Esse montante expandiu-se
e gerou uma movimentação total de R$ 4,3 milhões em apostas e jogos eletrônicos
na
Bet7K, dos quais Tomaz efetuou o
resgate de R$ 426 mil. O site de apostas em questão inclusive já figurou como
patrocinador oficial do Santos Futebol Clube.
De acordo com as apurações conduzidas
pelas autoridades policiais, a engenharia financeira destinada a custear a
obtenção das licenças de funcionamento da Bet7K foi estruturada por Rodrigo de
Paula Morgado, apontado pela apuração como o responsável pela contabilidade do
PCC.
O levantamento investigativo também
mapeou repasses milionários em criptoativos realizados por fora do sistema
bancário e financeiro tradicional.
Esse fluxo envolvia o próprio
contador, a estrutura da Ana Gaming e Gustavo Afonso Ribeiro e Lacerda,
conhecido pelas alcunhas de “Feio” e “Brabo”, indivíduo associado à gestão da plataforma
pela Polícia Federal.
Em paralelo, a proximidade do
advogado com o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro,
(PL) também ganha relevância no radar dos investigadores em razão de outra
frente apuratória: a movimentação de R$ 1,4 bilhão na casa de apostas Blaze.
A suspeita da Polícia Federal é de
que tanto os palpites efetuados no portal quanto os fluxos de valores
transacionados entre múltiplas contas associadas a Willer funcionavam como
estratégia para dissimular e ocultar a procedência e a destinação final das
quantias.
Diante do Judiciário, Tomaz alegou
ser portador de ludopatia — patologia caracterizada pelo vício compulsivo em
jogos — e sustentou a existência de inconsistências na operação da Blaze.
Os argumentos fundamentaram uma ação
judicial em que o advogado pleiteava a restituição de R$ 163 milhões cobrados
da empresa.
O pedido, contudo, foi rejeitado pela
Justiça de São Paulo na sexta-feira, (16/ 10/ 2026).
Na decisão, o magistrado Guilherme Madeira
Dezem, titular da 44ª Vara Cível da capital paulista, salientou que o autor do
processo havia requisitado tratamento e condições sob medida para efetuar apostas
de valores astronômicos, solicitando, inclusive, a disponibilização de mesas
privadas de blackjack.

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