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Jornal Edição da Manhã

30 de outubro de 2026

Dona de um Cabaré em Ourinhos Paulista divulgou a listas de frequentadores, ao ter o nome de seu estabelecimento incluído na lista de boicote bolsonarista.

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EDIÇÃO DE Nº 3473.

          CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA,  BRASIL.

SÁBADO, 30/ 10/ 2026.  

U

 

ma polêmica envolvendo listas de boicote político e a suposta exposição de clientes movimentou as redes sociais na cidade de Ourinhos, no interior de São Paulo.

          A proprietária de um cabaré local teve o nome do seu estabelecimento incluído em uma lista que circulava na internet incentivando o boicote a comércios associados a apoiadores do PT.

          Em resposta à circulação da lista, a dona do estabelecimento reagiu e passou a indicar que teria uma relação com nomes de 16 empresários da região que frequentariam o local — descritos em publicações virais como homens casados e de perfil conservador.

          O caso gerou grande alvoroço em grupos de mensagens da cidade e virou assunto em diversas páginas de notícias regionais e redes sociais.

A "lista do cabaré" de Ourinhos continua a ser um dos assuntos mais comentados na região, operando como uma grande reviravolta jurídica e política após as dinâmicas de boicote eleitoral. As atualizações mais recentes sobre o caso apontam para as seguintes frentes:

 

          O Posicionamento da OAB e Implicações Legais.

 

          A Subseção da OAB de Ourinhos emitiu uma nota oficial repudiando fortemente a criação e o compartilhamento de listas de boicote ideológico na cidade.

          A entidade enfatizou que expor comerciantes e trabalhadores autônomos devido a supostos posicionamentos políticos fere as liberdades individuais e o Estado Democrático de Direito.

          Juristas locais alertam que tanto a lista inicial de boicote quanto a "lista de resposta" do cabaré configuram atos passíveis de punição.

          Os envolvidos na criação e encaminhamento dessas mensagens podem responder judicialmente por crimes contra a honra (como difamação e calúnia), perseguição, ameaça e incitação ao crime.

          O "Contra-Ataque" e o Alerta entre Empresários

          Após ser incluída indevidamente no boicote político sob a alegação de ser apoiadora do PT, a dona do estabelecimento iniciou uma forte retaliação digital expondo o perfil de frequentadores assíduos.

          A lista divulgada pela empresária aponta 16 empresários conhecidos na região. O detalhe que gerou pânico nos grupos locais de WhatsApp foi a descrição dada a eles: homens casados, influentes na cidade e defensores públicos de discursos conservadores.

          Ela alegou que foi exposta politicamente de forma injusta (já que sequer havia declarado voto público) e que a retaliação foi uma resposta direta para mostrar a hipocrisia de quem estava promovendo o boicote ao seu comércio.

 

          A repercussão saiu das redes de Ourinhos e passou a ser compartilhada por veículos de imprensa e páginas de humor de todo o estado.

          Enquanto a população busca descobrir a identidade exata dos 16 citados, o clima na classe empresarial da cidade é de alerta máximo, com forte possibilidade de que o caso acabe em processos judiciais de grande escala por danos morais e difamação

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