ANgICO
DOS DIAS NOTÍCIAS
EDIÇÃO DE Nº 3477.
CAMPO ALEGRE
DE LOURDES/ BA, BRASIL.
TERÇA- FEIRA, 03/ 11/ 2026.
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esquisa
Reuters/Ipsos aponta vantagem democrata de oito pontos antes das eleições nos
EUA, com custo de vida no centro das preocupações dos eleitores.
O presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump (Partido Republicano), chegou às eleições legislativas de meio de mandato
com apenas 32% de aprovação, enquanto o Partido Democrata mantém vantagem sobre
os republicanos nas preferências dos eleitores. De acordo com a pesquisa
Reuters/Ipsos, divulgada nesta segunda-feira (2), 46% dos entrevistados
preferem os democratas, diante de 38% que apoiam os republicanos.
O aumento do custo de vida aparece
como a principal preocupação dos estadunidenses e representou um desafio para o
governo liderado pelo chefe da Casa Branca.
Foram entrevistados 1.765 adultos nos EUA pela internet, com margem de
erro de dois pontos percentuais. A aprovação de Trump permaneceu em 32%, um
ponto percentual acima dos 31% registrados em 19 de outubro. O resultado também
coincidiu com a medição de 26 de outubro, quando a Reuters identificou o mesmo
percentual de apoio à administração republicana.
A pesquisa foi divulgada em um
momento em que os republicanos tentam preservar suas maiorias na Câmara dos
Representantes e no Senado. Os eleitores irão às urnas nesta terça-feira, (03/
11/ 2026), para renovar integralmente as 435 cadeiras da Câmara e escolher os
representantes de 35 vagas no Senado.
O resultado das eleições definirá a
composição do Congresso durante os dois últimos anos do atual mandato
presidencial. Uma mudança no controle de qualquer uma das duas Casas poderá
afetar a tramitação de propostas do governo, as negociações orçamentárias e a
fiscalização das atividades do Executivo.
Custo de vida concentra insatisfação dos eleitores
O desempenho da economia apareceu
entre os principais fatores que influenciam as decisões de voto. Segundo os
números apresentados no levantamento, 78% dos eleitores consideram o aumento do
custo de vida uma questão muito importante ou a mais importante para escolher
seus representantes.
A pesquisa também apontou uma vantagem
democrata na avaliação sobre qual partido possui melhores condições de
enfrentar a alta dos preços. Nesse quesito, 43% preferem os democratas,
enquanto 32% escolhem os republicanos.
A insatisfação esteve associada à
trajetória dos preços e ao impacto das decisões econômicas do governo sobre o
orçamento das famílias. Entre os fatores mencionados está a elevação dos
combustíveis desde o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o
Irã, em fevereiro.
Levantamentos anteriores da
Reuters/Ipsos já identificavam dificuldades para Trump nessa área. Em pesquisa
divulgada em 9 de outubro, 78% dos norte-americanos atribuíram às políticas
presidenciais responsabilidade pelo aumento de preços em ritmo superior ao
crescimento dos salários.
O cenário representou uma dificuldade
para o Partido Republicano, que chegou à Casa Branca com promessas de reduzir a
inflação e aliviar os gastos cotidianos da população. A percepção sobre a
economia passou a ocupar posição central no debate eleitoral.
Metade dos eleitores vê
votação como oposição a Trump.
A avaliação sobre a atual
administração também interferiu diretamente na escolha dos candidatos ao
Congresso. Conforme os números informados no levantamento, 50% dos eleitores
registrados consideram seu voto uma manifestação de oposição a Trump.
Outros 13% afirmaram que pretendem
votar como forma de apoio ao chefe da Casa Branca. Para 33%, o desempenho do
presidente não representa um fator determinante na escolha dos representantes
para a Câmara e o Senado.
Entre os eleitores independentes,
aproximadamente metade também interpretaram a eleição como uma oportunidade de
expressar descontentamento com o governo. Esse grupo ocupa uma posição
relevante nas disputas em estados e distritos onde nenhum dos partidos possui
ampla vantagem.
A chamada cédula genérica, instrumento
utilizado pelos institutos de pesquisa para medir a preferência nacional entre
democratas e republicanos, indica uma liderança de oito pontos percentuais para
a oposição, segundo os dados fornecidos.
Essa diferença é inferior aos 11 pontos
registrados na pesquisa Reuters/Ipsos de 26 de outubro. Na ocasião, os
democratas reuniam 47% das preferências, contra 36% dos republicanos. A
pesquisa anterior ouviu 1.679 adultos norte-americanos, dos quais 1.280 eram
eleitores registrados.
Os resultados nacionais ajudam a
identificar tendências do eleitorado, mas não reproduzem necessariamente o
comportamento de cada distrito eleitoral ou estado.
A distribuição das cadeiras depende
de disputas locais, das características de cada região e da participação dos
eleitores.
Democratas demonstram maior disposição para votar
A pesquisa também identificou uma
diferença no entusiasmo das bases partidárias. Entre os democratas, 49% afirmam
estar “muito entusiasmados” com a possibilidade de participar da eleição,
enquanto 33% dos republicanos apresentam o mesmo grau de disposição.
A diferença de 16 pontos percentuais
sugeriu maior mobilização declarada entre os eleitores da oposição. O indicador
não corresponde diretamente à participação efetiva nas urnas, mas oferece uma
medida do interesse dos entrevistados pela disputa.
O comportamento das bases partidárias
pode influenciar as eleições para a Câmara, onde os 435 mandatos estarão em
disputa. Os republicanos procuram conservar a maioria conquistada nas eleições
anteriores, enquanto os democratas tentam ampliar sua representação.
O cenário do Senado apresenta
características diferentes. Como apenas parte das cadeiras passa por renovação
a cada dois anos, a distribuição geográfica das disputas limita as
possibilidades de mudança na composição da Casa.
Eleições definirão
equilíbrio de forças em Washington.
As
eleições de meio de mandato ocorrem dois anos depois da escolha do presidente e
representam uma oportunidade para o eleitorado alterar a composição do Poder
Legislativo sem modificar o comando da Casa Branca.
Os integrantes da Câmara dos
Representantes cumprem mandatos de dois anos, enquanto os senadores exercem
funções por seis anos. O sistema renova aproximadamente um terço do Senado a
cada eleição legislativa.
O Partido Republicano chega à votação
com o controle das duas Casas. A manutenção dessas maiorias permitiria ao
governo continuar negociando suas propostas com uma base parlamentar do próprio
partido.
Uma eventual mudança na composição do
Congresso poderia ampliar a influência democrata sobre o orçamento federal, a
fiscalização do Executivo e a tramitação das principais iniciativas da
administração Trump.
O quadro de insatisfação econômica
constitui um dos elementos da disputa. A alta dos combustíveis, os efeitos da
guerra com o Irã e a pressão sobre as despesas familiares passaram a ocupar
espaço nas avaliações dos eleitores sobre o desempenho presidencial.
Às vésperas da votação de 3 de novembro
de 2026, os dados apresentados indicam que o custo de vida e a avaliação do
governo Trump estão entre os principais fatores associados às preferências
partidárias, em uma eleição que determinará a relação entre a Casa Branca e o
Congresso até 2028.