Edição da Manhã.

Jornal Edição da Manhã

20 de junho de 2026

Servidor público é condenado após amputar o próprio pé para tentar receber R$ 1,5 milhão em seguros na Bahia.

ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS.

EDIÇÃO DE Nº 3275.

CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA, BRASIL.

e-mail: angicodosdias2014@gmail.com 

sábado, 20/ 06/ 2026.    

U

m servidor público de Amélia Rodrigues foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto, com substituição da pena por medidas restritivas de direitos, por fraudar companhias de seguro após amputar o próprio pé na tentativa de receber uma indenização de R$ 1,5 milhão.


          Segundo decisão da Vara de Execuções Penais de São Gonçalo dos Campos, Vanderley dos Santos Gomes deverá cumprir 720 horas de prestação de serviços à comunidade e pagar uma prestação pecuniária de R$ 7.590. A pena começou a ser cumprida em maio deste ano.

          De acordo com as investigações, Vanderley contratou quatro seguros de vida e acidentes pessoais em junho e julho de 2019. Juntas, as apólices previam indenizações de até R$ 1,5 milhão em caso de invalidez.

          A polícia concluiu que, cerca de um mês depois, ele simulou um assalto em uma estrada do povoado de Mercês, na zona rural de São Gonçalo dos Campos, e amputou o próprio pé direito para tentar receber o dinheiro das seguradoras.

          O caso despertou suspeitas devido ao alto valor das apólices, à contratação simultânea de diversos seguros e à rapidez com que os pedidos de indenização foram apresentados.

          Laudos periciais, documentos das seguradoras, relatórios médicos e depoimentos reunidos durante a investigação levaram a Justiça a concluir que houve planejamento deliberado para obtenção de vantagem indevida.

          A defesa negou o crime e alegou insuficiência de provas, sustentando que não havia elementos suficientes para demonstrar que o servidor planejou a fraude ou provocou a própria lesão. No entanto, a Tribunal de Justiça da Bahia manteve a condenação por fraude para recebimento de indenização securitária.

          Após o trânsito em julgado do processo, o condenado foi intimado a iniciar o cumprimento da pena em maio deste ano.

📸 Créditos: Reprodução/g1 e Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

Diretoria Municipal de Políticas para as Mulheres lamentou e se manifestou sobre a morte de Regiane Lacerda em Campo Alegre de Lourdes, na Bahia.

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EDIÇÃO DE Nº 3274.

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sexta-feira, 20/ 06/ 2026.  


A

 diretoria municipal de política para as mulheres em Campo Alegre se manifestou nas redes sociais sobre a morte de Regiane Lacerda.

          Vítima de homicídio, na quinta – feira, 18/ 06/ 2026 e morreu no hospital em Juazeiro, na Bahia, na manhã de sábado, 20/ 06/ 2026.

          Leia a nota abaixo, na íntegra.
          “A Diretoria Municipal de Políticas para as Mulheres lamenta profundamente o assassinato de Regiane Lacerda e se solidariza com seus familiares e amigos neste momento de dor.

         As primeiras informações apontam para um possível caso de feminicídio, o que reforça a gravidade da violência de gênero e a necessidade de resposta firme das instituições.


        A Diretoria, juntamente com os demais órgãos da rede de proteção à mulher, está acompanhando o caso e adotando as providências cabíveis.


       Reforçamos a necessidade de investigação célere, rigorosa e transparente, para o completo esclarecimento dos fatos e responsabilização dos envolvidos.

      Nenhuma mulher deve perder a vida pela violência de gênero.

Nossa solidariedade à família. E nosso compromisso com a justiça”.

Morreu a vítima Regiane Lacerda, atingida por um tiro de pistola; o caso ocorreu em Campo Alegre de Lourdes na Bahia.

ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS.

EDIÇÃO DE Nº 3274.

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sábado, 20/ 06/ 2026.   

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egiane Lacerda de 22 ano, Vítima de  disparo de arma de fogo, uma pistola; o fato aconteceu no Baixão Seco, no município de Campo Alegre de Lourdes, na Bahia, ocorrido na madrugada de quinta - freira, 18/ 06/ 2026, para sexta – feira, 19/ 06/ 2026.

          Regiane Lacerda de 22 ano, que se encontrava em um bar, foi socorrida ao hospital municipal campo-alegrense e faleceu na amanhã deste sábado, 20/ 06/ 2026, em Juazeiro na Bahia.

         O acusado foi preso logo depois, de efetuar um disparo no abdome da mulher e pelas informações preliminares, de internautas e de populares o acusado estava, completamente,  embriagado, a ponto de não ter condições de sair do local e isto teria facilitado a chega da polícia, para efetur a detenção do réu.

          Informações colhidas junto a pessoas ligadas ao hospital municipal foi de que ela teria  sido socorrida e chegado ao hospital com perfurações nos pulmões e perdendo muito sangue, desta forma os médicos fizeram os primeiro atendimentos, inclusive, para conter a hemorragia, para assim encaminhar lhe à Juazeiro na Bahia, porém, com a observação de que o estado de saúde da vítima era gravíssimo, com grande risco de morte.

          Muitos  boatos de rede sociais apresentaram diversas versões, para a motivação do homicídio, tentando explicar o que teria motivado a ação homicida; e supostos blogueiros, Blogues,  que, como urubus,  se alimentam de tragédias assim, para ganhar visualizações e curtidas, sem se importar com o teor da sua postagem, sem medir consequências e nem a destruição e dor que pode causar aos familiares.

Opinião do Blog: “Portanto, infelizmente, ela foi quem perdeu a vida e familiares, parentes e amigos que irão sofrer, por outro lado o acusado, de certa forma, também, arrombou, “, acabou, com sua vida e destruiu sua família, desta forma lamentamos pelo ocorrido e desejamos que todos os familiares atingidos tenham força para superar a dor e a angustia.

19 de junho de 2026

Ex - vice - prefeito de Ibitirama, deixou a prisão nesta quinta-feira, (18/06/ 2026), após ser julgado, acusado de matar a esposa.

 ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS.

EDIÇÃO DE Nº 3273.

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sexta-feira, 19/ 06/ 2026.  

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 ex-vice-prefeito de Ibitirama, Célio Martins Morales, deixou a prisão nesta quinta-feira, (18/06/ 2026), após ser julgado pelo Tribunal do Júri, em Cachoeiro de Itapemirim.

          A sessão terminou depois de cerca de 12 horas de julgamento.

          Ele respondia pela morte da esposa, Vanuza Spala de Almeida, de 41 anos, encontrada sem vida em janeiro de 2023, na residência do casal, na zona rural de Ibitirama.

          Durante o julgamento, os jurados reconheceram que o disparo ocorreu e resultou na morte da vítima, mas o Conselho de Sentença entendeu que Célio não teve intenção de matar e, também, não assumiu o risco de causar a morte.

         Com isso, a acusação inicial de homicídio doloso foi desclassificada para homicídio culposo, desta forma nsse tipo de crime ocorre quando não há intenção de matar.

         Na versão apresentada em plenário, o réu alegou que o disparo aconteceu de forma acidental, pois segundo ele, teria escorregado na porta do banheiro enquanto estava com uma espingarda, momento em que a arma disparou.

          Após a decisão dos jurados, o juiz presidente fixou as penas pelos crimes reconhecidos no processo e Célio foi condenado por homicídio culposo, por alterar o estado do local do fato e por posse irregular de arma de fogo.

          Pelo homicídio culposo, a pena foi de 2 anos, 7 meses e 15 dias de detenção, já pela alteração do local, a condenação foi de 6 meses de detenção e 20 dias-multa. Já pela posse irregular da arma, a pena aplicada foi de 1 ano de detenção e 10 dias-multa.

          No total, a condenação chegou a 3 anos, 11 meses e 15 dias de detenção, além das multas; o regime definido foi o aberto.

          O juiz reconheceu o direito de Célio recorrer em liberdade e como ele já havia permanecido preso preventivamente por aproximadamente 3 anos e 3 meses enquanto aguardava o julgamento, a Justiça concedeu a liberdade ao ex-vice-prefeito.

          Com o resultado, o Tribunal do Júri afastou as teses de feminicídio e de homicídio doloso, mas manteve a condenação pelos crimes definidos na sentença.

Fonte: Fonte

Basta alegar confronto: A jovem identificada como Graziele de Assis Santos, de 21 anos, morreu durante uma ação da Rondesp realizada no bairro Juca Rosa.

ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS.

EDIÇÃO DE Nº 3272.

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quinta-feira, 18/ 06/ 2026.  

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ma jovem identificada como Graziele de Assis Santos, de 21 anos, morreu durante uma ação da Rondesp realizada no bairro Juca Rosa, na zona norte de Eunápolis, nesta quarta-feira (18).

 

          Segundo informações da Polícia Militar, a ocorrência aconteceu no local conhecido como Beco da Hélia, área frequentemente alvo de operações de combate ao tráfico de drogas.

          De acordo com a versão policial, equipes realizavam patrulhamento na região quando um grupo de suspeitos teria tentado fugir e efetuado disparos contra os agentes.

          Durante a ação, Graziele foi encontrada ferida, chegou a ser socorrida para o Hospital Geral de Eunápolis, mas não resistiu aos ferimentos.

          Ainda conforme a PM, foram apreendidos com a jovem um revólver calibre .

         38 com numeração suprimida, munições, porções de drogas prontas para comercialização e uma motocicleta. Todo o material foi encaminhado para a Delegacia Territorial de Eunápolis.

          O caso ganhou grande repercussão após a circulação de fotos e vídeos atribuídos à jovem em aplicativos de mensagens. Segundo a polícia, as imagens mostram Graziele exibindo armas de fogo e realizando gestos associados a uma facção criminosa.

          A autenticidade do material e as circunstâncias da ocorrência deverão ser apuradas durante as investigações.

A Polícia Civil ficará responsável pela investigação para esclarecer todos os detalhes do caso.

#Eunápolis #JucaRosa #PolíciaMilitar

 

 

18 de junho de 2026

Dossiê contra juízes e procuradores e blitz falsa contra ex-mulher: os detalhes da nova fase da Operação Rejeito.

 ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS.

EDIÇÃO DE Nº 3271.

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quinta-feira, 18/ 06/ 2026.  

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ais uma operação realizada pela polícia federal, nesta quinta – feira, (18/ 06/ 2026), a partir de suspeitas da existência de grupo de monitoramento ligado a Alan Cavalcante.

          A deflagração da segunda fase da Operação Rejeito, foi motivada por evidências de que o grupo ligado ao empresário Alan Cavalcante estruturou um sistema privado de inteligência para produzir dossiês detalhados sobre juízes e procuradores que atuavam em processos de seu interesse.

          Ainda segundo a apuração, Cavalcante tentou encomendar uma blitz policial contra sua exesposa, tratada pela investigação como potencial testemunha. Esses elementos, extraídos de mensagens de celular, relatórios de investigação particular e documentos apreendidos em fases anteriores, levaram a Justiça Federal a concluir que a organização criminosa não apenas monitorava autoridades e terceiros, mas também buscava instrumentalizar agentes públicos e acessar dados sigilosos por vias clandestinas.

          A decisão que embasa a operação aponta a existência de uma estrutura dedicada ao levantamento sistemático de informações sobre magistrados e membros do Ministério Público com atuação em casos ligados ao grupo de mineração investigado, incluindo os juízes federais W.K.A. e F.V.

         Em etapas anteriores, a Polícia Federal já havia localizado planilhas com nomes de juízes, procuradores da República e integrantes da sociedade civil, acompanhados de dados pessoais, funções, área de atuação e observações sobre posicionamento em temas de interesse da organização. Agora, conforme a investigação, há evidências de que o monitoramento era constante.

          Um dos exemplos é o do mandado de segurança cível relacionado a empreendimento minerário, inicialmente sob responsabilidade de W.K.A., que, após manifestação de suspeição, teve o processo redistribuído para o juiz federal F.V.. Assim que soube da redistribuição, Alan acionou sua esposa, Tayná Vitória Cerqueira Gouveia, pedindo que ela repetisse “o mesmo trabalho” já feito em relação a outra pessoa.

          Na prática, isso significava acionar as empresas de investigação contratadas pelo grupo para levantar o máximo de informações possíveis sobre o novo juiz responsável pelo caso.

          As conversas recuperadas mostram que, em poucos minutos, o nome de F.V. foi pesquisado em redes sociais e encaminhado à empresa Rastrear Investigações, uma das fachadas de um mesmo núcleo empresarial de investigação privada. Em paralelo, o empresário passou a buscar o CPF do magistrado em ferramentas abertas, para, em seguida, solicitar relatório completo com “todas as informações possíveis”, com indicação de urgência.

          Esse encadeamento de mensagens é usado pela PF para demonstrar que o monitoramento era acionado de forma imediata sempre que uma autoridade passava a ocupar posição estratégica em processos de interesse do grupo.

          Os documentos anexados à investigação mostram que os relatórios produzidos sobre o juiz F.V. ultrapassavam em muito a esfera de informações públicas. Esses dossiês trazem dados pessoais detalhados, como filiação, data de nascimento, múltiplos endereços residenciais e telefones, além de emails e histórico profissional em diferentes instituições de ensino e órgãos públicos.

          O pacote inclui, ainda, referências à declaração de imposto de renda, informações sobre restituições, vínculos empregatícios formais, renda estimada e participações em atividades acadêmicas.

          Os relatórios também reúnem informações sobre hábitos de consumo, perfil de crédito, contratos de serviços, viagens, veículos registrados e até dados de vacinação. Em alguns casos, aparecem menções a perfis em redes profissionais e a registros que indicam a atuação do magistrado como professor de cursos de graduação e pósgraduação. O nível de detalhamento, na avaliação do juízo, indica o acesso a bases de dados restritas ou a serviços que prometem obter informações protegidas por sigilos bancário, fiscal e telefônico.

          Outro aspecto destacado é a inclusão de familiares diretos e indiretos do juiz F.V. nos dossiês, com identificação de parentes, suas rendas e profissões. No caso analisado, a investigação aponta que, após a obtenção desses dados, o grupo passou a mapear primos e outros vínculos familiares, em fluxo interpretado como tentativa de abrir canais de contato indireto com o magistrado.

          A Justiça vê nesse movimento um uso de informações sensíveis para, em tese, avaliar possibilidades de aproximação ou exercer influência sobre o ambiente decisório, em linha com o padrão já identificado de aquisição de imóveis próximos às residências de magistradas.

          Os dossiês individuais se somam a planilhas mais amplas, nas quais constam nomes de juízes federais, juízas estaduais, procuradores da República e outros atores institucionais com interface com o setor de mineração em Minas Gerais.

          Entre os alvos do mapeamento aparecem, por exemplo, a juíza federal responsável pela ação penal da Operação Poeira Vermelha – que passou a dividir o mesmo prédio com Alan após a compra de um apartamento – e a juíza A.C.G.M.S., titular da Vara Criminal de Sabará, apontada como vizinha do empresário em condomínio de Nova Lima.

          No Ministério Público Federal, procuradores com atuação em casos de licenciamento ambiental e em ações penais decorrentes das operações anteriores também são citados nas planilhas, associados a anotações sobre perfil de atuação e decisões em processos sensíveis ao setor de mineração.

          Nessas planilhas, além dos dados básicos, aparecem observações sobre a “relação com a comunidade”, histórico de decisões em temas ambientais e percepção de alinhamento ou resistência a pleitos de empreendimentos minerários. Esses documentos foram compartilhados em grupos de mensagens entre Alan e sócios e aparecem ao lado de planilhas de produção de minério e informações empresariais, o que, para os investigadores, revela o uso desses mapas de autoridades como instrumento de planejamento do negócio.

          A PF sustenta que o grupo buscava antecipar posicionamentos, identificar possíveis aliados e monitorar quem poderia representar risco às operações, consolidando um banco de dados paralelo sobre agentes públicos.

 

          A decisão menciona que o mesmo padrão de levantamento de informações foi identificado em relação a outras autoridades, não apenas juízes, e que isso se deu num contexto em que Alan já respondia a ação penal e a inquéritos sobre fraudes em licenciamento ambiental. Para o colegiado, essa continuidade demonstra uma estratégia sistemática de acompanhar, de perto, a atuação de quem poderia fiscalizar, investigar ou julgar o grupo, quebrando a normalidade da relação entre particulares e o sistema de Justiça.

Blitz sob encomenda.

          Além dos dossiês sobre autoridades, outro eixo que sustenta a segunda fase da Rejeito é a descoberta de tratativas para contratar uma blitz policial simulada contra a exesposa de Alan, M.M., apontada pela investigação como fonte de informações relevantes. Em diálogos de setembro de 2025, Tayná procura a Rastrear Investigações para perguntar se seria possível “fazer uma blitz” com foco específico em M.. O objetivo seria abordar o veículo utilizado pela exesposa, em local e momento previamente combinados com a investigadora.

          A resposta da interlocutora explicita a necessidade de acionar, primeiro, um policial civil “parceiro” para efetuar a abordagem inicial e, depois, chamar a Polícia Militar para reforçar a atuação, com possibilidade de reboque do carro e autuação.

          Nas mensagens, a empresária é informada de que o valor do serviço seria mais elevado justamente por envolver agentes públicos e o uso da estrutura oficial de fiscalização. Dias depois, o orçamento é detalhado, com valores distintos a depender se a blitz ocorreria em Belo Horizonte ou em Nova Lima, localidades ligadas à movimentação de M…

          As conversas sugerem, ainda, que o veículo da exesposa já estaria sendo acompanhado em tempo real, com menção a possível instalação de dispositivo de rastreamento. Esse contexto se soma a registros anteriores de monitoramento da rotina de M., ocorridos em agosto de 2025, logo depois de ela prestar depoimento à PF em investigação relacionada ao grupo.

          Para a Justiça, a sequência de vigilância e a posterior tentativa de montagem de blitz configuram risco concreto à integridade de testemunha e evidenciam o uso instrumental de aparatos de segurança pública para fins privados.

          Ofertas para quebra de sigilo.

Nos mesmos canais em que se negociava a blitz, a empresa de investigação oferecia serviços de obtenção de extratos bancários e de ligações telefônicas de terceiros ao longo de períodos determinados, mediante pagamento. As mensagens mencionam a possibilidade de acesso a extratos bancários dos últimos 30 dias, mediante valor específico, e a obtenção de registros detalhados de chamadas junto às operadoras, com indicação de outro valor.

            Tayná demonstra interesse nesses serviços para acompanhar a movimentação de um alvo e discute formas de “pausar” a contagem do período de monitoramento caso a pessoa viajasse.

            Essas ofertas reforçam, na avaliação dos investigadores, a hipótese de que o grupo se valia de intermediários com acesso indevido a sistemas fechados e bases de dados de instituições financeiras, órgãos de segurança e empresas de telefonia.

          A estrutura empresarial identificada – Foco Investigações, Rastrear Investigações, Detectar Investigações e, posteriormente, Oficial Investigações – aparece como núcleo dessa rede clandestina de informações, a serviço de demandas do grupo liderado por Alan. Esse uso reiterado é um dos fundamentos para a suspensão cautelar das atividades dessas empresas.

           A Justiça destaca que as tratativas sobre blitz e quebra de sigilo se deram quando o empresário já era réu em ações decorrentes de operações anteriores e respondia por embaraço à investigação e violação de sigilo funcional. Isso reforça a percepção de reiteração delitiva e de que, em liberdade, o grupo seguiria recorrendo à mesma estrutura para interferir em investigações, acessar dados protegidos e monitorar testemunhas, autoridades e procuradores da República que atuam em casos contra o conglomerado de mineração.

          Na avaliação do colegiado da 3ª Vara Federal Criminal, o fato de os principais episódios descritos terem ocorrido entre agosto e setembro de 2025, e terem sido identificados a partir da análise de celulares apreendidos somente em 2026, garante contemporaneidade às medidas.

          A conclusão é de que, sem a adoção de prisões e buscas, haveria probabilidade de continuidade de atos de monitoramento ilegal, de tentativas de instrumentalização de agentes públicos e de interferência em processos judiciais e apurações em curso.