ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS.
EDIÇÃO DE Nº 3263.
CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA, BRASIL.
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quarta-feira, 10/ 06/ 2026.
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ONG Instituto Conhecer Brasil, ou ICB, de
Karina Ferreira da Gama, que serviu de laranja para o deputado bolsonarista
Mário Frias arrecadar recursos para o filme de Jair Bolsonaro desviou dinheiro
público a rodo.
É
o que revela o site Intercept Brasil.
Só
do Sesi foram R$ 2,4 milhões, sem contar os mais de R$100 milhões da prefeitura
de SP e os gordos recursos de aposentados do Rio e de outros estados que foram
roubados por Daniel Vorcaro e repassados para seu pupilo Flavio.
Segundo auditorias da
Controladoria-Geral da União, a CGU, a ONG superfaturou em R$ 2,4 milhões os
serviços prestados pela ONG entre 2017 e 2018 para o Conselho Nacional do
Serviço Social da Indústria, o CN-Sesi.
O
Sesi repassou cerca de R$ 11 milhões para a ONG bolsonarista.
Segundo a CGU houve uma sangria
milionária e sistemática de dinheiro do Sesi.
Apenas no Pará, o sobrepreço
comprovado superou a marca de R$ 1,3 milhão, somando-se a outros R$ 880 mil
desviados no Rio Grande do Norte. Os lucros tiveram uma aumento de 748% no
Piauí.
No Distrito Federal, dos R$ 350 mil recebidos pela ONG para a Fórmula Truck Kids, a verba transitou por uma entidade de fachada e apenas R$ 80 mil custearam o evento real, deixando um superfaturamento direto de R$ 270 mil pelo caminho em um único contrato.
Ao contrário da narrativa mentirosa
de Flávio Bolsonaro, de que não houve dinheiro público desviado para o filme
sobre Jair Bolsonaro, os valores drenados pelo esquema não são recursos
privados.
É dinheiro público. O Sesi, como
integrante do Sistema S, é financiado por contribuições compulsórias pagas pelo
setor industrial – verbas que possuem natureza de recurso público federal.
O
Intercept Brasil destaca que é exatamente por gerir esse dinheiro que a
entidade é submetida à fiscalização da Controladoria-Geral da União, a CGU,
órgão responsável por auditar as contas anuais do conselho e que acabou
descobrindo o rastro de superfaturamentos e notas frias deixado pelo ICB.
Foto: Roque de Sá -
Agência Senado

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