ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS.
EDIÇÃO DE Nº 3177.
CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA, BRASIL.
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quinta - feira, 22/ 01/ 2026.
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acordo entre farmacêutica e Fiocruz abriu caminho para afabricação de injeção
contra HIV no Brasil, pois a negociação pode avançar e resultar na
transferência de tecnologia, para o país, afirmou Gilead.
A parceria poderia tornar o lenacapavir, que
custa R$ 136 mil por ano nos EUA, mais acessível aos brasileiros.
São
Paulo
A Gilead Sciences, farmacêutica responsável
pela fabricação do lenacapavir —injeção semestral de prevenção ao HIV—, diz ter
firmado um memorando de entendimento com o Instituto de Tecnologia em Fármacos
da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), o Farmanguinhos.
O intuito é avaliar alternativas de
cooperação, "incluindo o potencial de uma futura transferência de
tecnologia, para fabricação do medicamento no país", afirmou a empresa.
Na prática, o compartilhamento de tecnologia
poderia reduzir custos de produção e tornar a fórmula mais acessível no Brasil.
O Farmanguinhos confirmou à reportagem a
assinatura do documento, mas ressaltou, contudo, que o memorando não formaliza
ainda um compromisso entre as instituições, apenas estabelece bases para
avaliação, discussão e análise do lenacapavir.
A Anvisa (Agência Nacional de
Vigilância Sanitária) aprovou no último dia 12/ 01/ 2026, o registro do
medicamento no Brasil; apesar disso, o produto ainda depende da definição do
preço máximo pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).
A disponibilização no sistema público de saúde
será avaliada pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no
SUS) e pelo governo.
O custo elevado do lenacapavir deve
ser o principal obstáculo, para sua distribuição gratuita. O tratamento hoje
custa US$ 25,3 mil por pessoa ao ano (cerca de R$ 136 mil) nos Estados Unidos,
podendo chegar a US$ 44,8 mil (R$ 241 mil) em algumas situações.
Uma opção seria a fabricação da
fórmula genérica, que, conforme estudo publicado na revista Lancet, poderia
custar de US$ 25 a US$ 47 por ano (de R$ 135 a R$ 253).
Isso, porém, não acontecerá no
Brasil, uma vez que a Gilead não autorizou o país a fabricar versões genéricas
do medicamento, como mostrou a Folha.
Desde o ano passado, a Gilead realiza
acordos de licenciamento para a produção de fórmulas genéricas do lenacapavir
—foram contemplados, até agora, 120 países, considerados pela empresa os mais
vulneráveis pela baixa renda da população. O Brasil não foi um deles. Nem será,
segundo a farmacêutica.
A
Gilead tem colaborado para estudos sobre o medicamento no país, liberando doses
gratuitamente. Um deles será conduzido pela própria Fiocruz.
Chamado ImPrEP LEN Brasil, o projeto
vai disponibilizar o medicamento em sete cidades do país: São Paulo, Rio de
Janeiro, Salvador, Florianópolis, Manaus, Campinas, (SP), e Nova Iguaçu (RJ).
Fonte: Folha de São Paulo.

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