Edição da Manhã.

Jornal Edição da Manhã

22 de janeiro de 2026

Fiocruz e farmacêutica pode garantir a fabricação da injeção contra HIV no Brasil.

ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS.

EDIÇÃO DE Nº 3177.

CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA, BRASIL.

e-mail: angicodosdias2014@gmail.com 

quinta - feira, 22/ 01/ 2026.    

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m acordo entre farmacêutica e Fiocruz abriu caminho para afabricação de injeção contra HIV no Brasil, pois a negociação pode avançar e resultar na transferência de tecnologia, para o país, afirmou Gilead.

           A parceria poderia tornar o lenacapavir, que custa R$ 136 mil por ano nos EUA, mais acessível aos brasileiros.

 

São Paulo

           A Gilead Sciences, farmacêutica responsável pela fabricação do lenacapavir —injeção semestral de prevenção ao HIV—, diz ter firmado um memorando de entendimento com o Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), o Farmanguinhos.

          O intuito é avaliar alternativas de cooperação, "incluindo o potencial de uma futura transferência de tecnologia, para fabricação do medicamento no país", afirmou a empresa.

 

           Na prática, o compartilhamento de tecnologia poderia reduzir custos de produção e tornar a fórmula mais acessível no Brasil.

           O Farmanguinhos confirmou à reportagem a assinatura do documento, mas ressaltou, contudo, que o memorando não formaliza ainda um compromisso entre as instituições, apenas estabelece bases para avaliação, discussão e análise do lenacapavir.

          A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou no último dia 12/ 01/ 2026, o registro do medicamento no Brasil; apesar disso, o produto ainda depende da definição do preço máximo pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

           A disponibilização no sistema público de saúde será avaliada pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) e pelo governo.

          O custo elevado do lenacapavir deve ser o principal obstáculo, para sua distribuição gratuita. O tratamento hoje custa US$ 25,3 mil por pessoa ao ano (cerca de R$ 136 mil) nos Estados Unidos, podendo chegar a US$ 44,8 mil (R$ 241 mil) em algumas situações.

          Uma opção seria a fabricação da fórmula genérica, que, conforme estudo publicado na revista Lancet, poderia custar de US$ 25 a US$ 47 por ano (de R$ 135 a R$ 253).

          Isso, porém, não acontecerá no Brasil, uma vez que a Gilead não autorizou o país a fabricar versões genéricas do medicamento, como mostrou a Folha.

          Desde o ano passado, a Gilead realiza acordos de licenciamento para a produção de fórmulas genéricas do lenacapavir —foram contemplados, até agora, 120 países, considerados pela empresa os mais vulneráveis pela baixa renda da população. O Brasil não foi um deles. Nem será, segundo a farmacêutica.

           A Gilead tem colaborado para estudos sobre o medicamento no país, liberando doses gratuitamente. Um deles será conduzido pela própria Fiocruz.

          Chamado ImPrEP LEN Brasil, o projeto vai disponibilizar o medicamento em sete cidades do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis, Manaus, Campinas, (SP), e Nova Iguaçu (RJ).

Fonte: Folha de São Paulo.

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