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Jornal Edição da Manhã

19 de janeiro de 2026

Hospital Anchieta do Distrito Federal informou que demitiu os técnicos de enfermagens acusados de matar três pacientes, no DF.

ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS.

EDIÇÃO DE Nº 3176.

CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA, BRASIL.

e-mail: angicodosdias2014@gmail.com 

segunda - feira, 19/ 01/ 2026.   

O

s Profissionais colocavam os remédios no jaleco, roupa usada pelos técnicos de enfermagem, para aplicar nas vítimas, além destes três casos, outras 20 mortes serão investigadas.


         Os  acusados de cometerem os assassinatos foram presos pela Polícia Civil do Distrito Federal, na segunda-feira (19/ 01/ 2026), por serem acusados de envolvimento no três homicídios ocorridos no Hospital Anchieta, em Taguatinga.

              Está a ser investigado o que pode ter motivado os crimes, inclusive a polícia está a investigar outras 20 vítimas, nesse mesmo hospital e, também, em instituições nas quais os suspeitos trabalharam, por cerca de cinco anos, em unidades privadas e públicas.

             O Coren-DF (Conselho Regional de Enfermagem do DF) disse que tomou conhecimento do caso pela imprensa e que está monitorando a situação, adotando as providências cabíveis dentro de sua competência.

           A Polícia Civil do DF afirmou que se basiou em vídeos de câmeras de segurança e análises de prontuários, para efetuar as prisões.

          De acordo com o delegado Wisllei Salomão, da Coordenação de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa, (CHPP), o principal suspeito, de 24 anos, inicialmente negou envolvimento nas mortes, mas acabou confessando o crime depois de ser confrontado com as imagens.

          De acordo com o delegado, o medicamento usado, quando administrado fora dos protocolos médicos, pode causar parada cardíaca em poucos minutos —o nome da substância não foi divulgado. O medicamento teria sido usado em ao menos três vítimas: duas no dia 17 de novembro e uma no dia 1º de dezembro.

          Salomão informou que o técnico acessou o sistema hospitalar deixado aberto, se passando por médico para prescrever o medicamento e que ainda foi à farmácia buscá-lo, preparou a dose, a escondeu no jaleco e injetou diretamente na veia dos pacientes.

          O criminoso esperava a reação fatal e, para disfarçar, realizava massagem cardíaca falsa, simulando uma tentativa de reanimação na presença da equipe, acrescentou Salomão.

          Em um dos casos, sem medicamento disponível em estoque, o técnico injetou desinfetante na veia da vítima mais de dez vezes, garantindo a morte, e repetiu o fingimento de socorro.

          "Ele contou também com a conivência de outras duas técnicas de enfermagem que estavam no local, no momento de aplicação. Uma auxiliou a buscar esse medicamento na farmácia e também estava presente no momento em que foi ministrado o medicamento", disse Salomão durante entrevista a jornalistas, nesta segunda.

           Uma das técnicas de enfermagem tem 28 anos e também tem histórico de trabalhar em outros hospitais. A outra tem 22 anos e estava no seu primeiro trabalho.

           As duas estavam nos quartos das vítimas observando todo o procedimento. "Nas filmagens, elas ficavam olhando a porta para ver se terceiros não entravam", diz Salomão.

          Segundo Márcia Reis, diretora do IML da Polícia Civil do DF, os indícios apontam que a aplicação foi irregular e intencional, sem chance de equívocos.

          "Eles aplicaram de uma forma irregular, não controlada, de uma forma inadequada, então eles com certeza sabiam dos efeitos potenciais dessa medicação", afirmou.

           A diretora afirma que o que chamou a atenção dos peritos foi a piora súbita das vítimas. Os pacientes tinham gravidades diferentes, uma delas tinha o quadro estável.

           "Não houve uma piora gradual do quadro deles. Foi uma piora súbita em momentos repetidos que culminaram na parada cardíaca até que chegou no evento do óbito", disse.

          Segundo Leandro Oliveira, diretor da da divisão de perícias internas do instituto de criminalística, a investigação planeja reconstruir uma linha do tempo detalhada e extensa ao passado para identificar outras vítimas. "A gente está falando de uns 20 laudos", afirmou.

          O Hospital Anchieta disse que identificou "circunstâncias atípicas" nos três óbitos na UTI e, por iniciativa própria, instaurou um comitê interno. A investigação apontou evidências contra os técnicos de enfermagem, que foram desligados e encaminhados às autoridades.

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