ANgICO
DOS DIAS NOTÍCIAS
EDIÇÃO DE Nº 3484.
CAMPO ALEGRE
DE LOURDES/ BA, BRASIL.
QUARTA- FEIRA, 04/ 11/ 2026.
Email
angicodosdiasnoticias2014@gmail.com
|
O |
presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou da pauta da sessão desta quarta-feira, 4 de novembro, a votação da redução da maioridade penal.
A decisão foi tomada a pedido do
presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, (Republicanos-PB), e o Senado
vai aguardar a análise da Câmara antes de retomar o tema.
Motta ponderou que os deputados
discutem a redução da maioridade penal há mais tempo e que uma votação
simultânea nas duas casas atropelaria o debate. Alcolumbre reconheceu o
argumento.
“Eu preciso reconhecer que a Câmara
dos Deputados saiu à frente da deliberação desta PEC e foi na Câmara dos
Deputados que foi destacada essa comissão especial para tratar deste tema da
redução da maioridade penal”, disse o presidente do Senado.
Alcolumbre negou que Motta tivesse
pedido para não votar. “Ele não pediu para não votar”, afirmou. Segundo o
senador, o presidente da Câmara apenas ponderou a dianteira dos deputados, e
essa ponderação pesou na decisão de aguardar.
A sinalização de adiamento veio
depois de o Senado ter aberto caminho, na véspera, para votar a proposta. Um
requerimento de calendário especial, apresentado pelo senador Eduardo Braga
(MDB-AM), permitiria levar o texto diretamente ao plenário, sem passar pela
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. A manobra tinha apoio de
integrantes da oposição, entre eles Rogério Marinho (PL-RN).
Duas propostas estavam na mesa. A de
Marinho reduz a maioridade penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos
em crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e organização
criminosa.
A de Camilo Santana (PT-CE) reduz
para 16 anos apenas nos crimes hediondos e mantém os 18 anos nos demais casos.
Uma emenda constitucional exige 49 dos 81 senadores, em dois turnos.
Na Câmara, a comissão especial que
trata do tema aprovou nesta quarta-feira requerimentos para audiências públicas
com integrantes do governo federal, representantes das forças de segurança,
especialistas e familiares de vítimas.
O relator, deputado Mendonça Filho
(União-PE), pretende apresentar e votar o parecer até o fim de novembro e levar
a proposta ao plenário no início de dezembro.
O recuo muda o cálculo político da
disputa pela presidência do Senado. Alcolumbre havia sinalizado a votação como
gesto à direita, onde busca votos para a reeleição, e agora entrega o tema à
Câmara no momento em que o PL lança Rogério Marinho contra ele.
A votação da maioridade penal não
ocorre nesta quarta-feira, e o Senado passa a depender do calendário dos
deputados.
A PEC da Segurança Pública, que
excluiu a maioridade do texto, segue para promulgação. As emendas sobre
maioridade foram destacadas em votação apertada, 38 a 36, e passaram a tramitar
como propostas autônomas.
Fonte: Blog do Esmael.

Nenhum comentário:
Postar um comentário