ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS.
EDIÇÃO DE Nº 3317.
CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA, BRASIL.
QUARTA - FEIRA, 22/ 07/ 2026.
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lávio Bolsonaro emitiu R$
1, 5 milhão em notas fiscais, para empresas usadas em esquema de Vorcaro.
O Escritório de Flávio Bolsonaro
emitiu 3 notas em favor de empresas conectadas à estrutura empresarial do
Master; duas delas foram canceladas.
O escritório de advocacia do
presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) emitiu e cancelou duas notas fiscais no
valor total de R$ 1 milhão em favor de uma empresa de fachada usada por Daniel
Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões do Banco Master.
As notas indicam que as conexões entre Flávio e Vorcaro vão além das reveladas até agora na crise do Dark Horse. O que se sabia é que o presidenciável conseguiu dinheiro com o dono do Master para financiar o filme do pai.
As duas notas, no valor
de meio milhão de reais cada, foram emitidas no dia 7 de abril de 2025 pelo
escritório que tem Flávio Bolsonaro como único sócio e eram relacionadas a
serviços prestados à Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. Na mesma ocasião,
foram canceladas. Naquele momento, Vorcaro já tinha injetado milhões na empresa
de consultoria.
Dois dias depois, em 09 de abril, o escritório de Flávio faturou uma
terceira nota, também de R$ 500 mil, desta vez em favor da Contábil Correa.
Nesse caso, não há registro de cancelamento.
As duas firmas guardam um forte elo
entre si: o contador Rogério Lourenço Novo. Ele aparece na Receita Federal como
o único diretor responsável pela Copenhagen, empresa da qual diz ser dono.
Também consta como o único sócio da Contábil Correa. Rogério ainda figura como
membro efetivo do conselho fiscal da Ambipar, outra empresa da teia de Vorcaro.
As duas notas emitidas pelo
escritório de Flávio Bolsonaro e depois canceladas indicavam a prestação de
serviços de consultoria jurídica para a Copenhagen, uma empresa que não tem
sede própria nem site. Na Receita Federal, está registrada no endereço da
Contábil Correa, um prédio comercial em São Caetano do Sul.
Rogério Lourenço Novo já foi
investigado pela Polícia Federal por supostamente operar um esquema de notas
fiscais falsas de empresas de fachada para evadir impostos entre 2013 e 2015. A
fraude foi estimada em mais de R$ 100 milhões.
Empresa
está entre as que mais receberam do Master...
Criada em novembro de 2024 e com
capital de apenas R$ 40, a Copenhagen se tornou uma das 10 empresas que mais
receberam dinheiro do Master.
Daniel Vorcaro depositou R$ 58 milhões
na Copenhagen. Os primeiros aportes, no total de R$ 11,2 milhões, ocorreram logo
após a abertura da empresa.
No papel, a Copenhagen pertence ao
fundo de investimentos Estônia, administrado pela Trustee DTVM. A gestora é
investigada pela Polícia Federal (PF) por movimentar e ocultar patrimônio do
grupo de Daniel Vorcaro.
O
que diz Flávio Bolsonaro...
A assessoria de imprensa de Flávio
Bolsonaro enviou a seguinte nota, reproduzida na íntegra:
Em determinada ocasião, fui
consultado sobre a possibilidade de prestar serviços a uma cliente da BR
Global, a Copenhagen Assessoria. Apesar da consulta, a contratação não avançou,
não tendo o meu escritório recebido qualquer valor da Copenhagen Assessoria,
razão pela qual as notas fiscais foram cancelas. Ou seja, estou sendo ‘acusado’
de NÃO receber alguma coisa.
Não tenho e jamais tive conhecimento
de qualquer relação ou vinculação entre a BR Global ou a Copenhagen e o Master.
Qualquer tentativa de me associar a este banco é capciosa, desprovida de
qualquer fundamento fático e será tratada com as medidas judiciais cabíveis,
nas esferas cível e criminal, contra quem lhe der causa.
Por fim, como não sou investigado e
meus dados são sigilosos, não poderiam estar em nenhuma investigação formal.
Recai a suspeita de que órgãos governamentais, com fins eleitoreiros, tenham
vazado dados protegidos por sigilo fiscal à imprensa. Conduta gravíssima,
ilegal que será objeto de representação aos órgãos competentes para responsabilização
dos autores.”
“A
empresa é minha”.
Ao Metrópoles, Rogério Lourenço Novo
admite que é o dono da Copenhagen desde setembro de 2025. Ele afirma ter
contratado o escritório de Flávio Bolsonaro para prestar serviços “aos clientes
do seu escritório de contabilidade”, no que chamou de “quarteirização”.
Rogério
Lourenço Novo, diretor da Copenhagen.
Perguntado para quais dos seus
clientes Flávio Bolsonaro prestou serviço, Rogério Lourenço Novo diz que tem
mais de 200 e não se lembra nem para quem nem o que foi feito. O contador pediu
um tempo para buscar as informações, mas não retornou a ligação.
A Trustee DTVM sustenta que não tinha ingerência sobre as relações comerciais da Copenhagen nem sobre a definição de qualquer pagamento ou negociação entre a companhia e o Banco Master para ocultar patrimônio de quem quer que seja.

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