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15 de setembro de 2026

O caso Banco Master acaba de ganhar mais um capítulo explosivo envolvendo o Ministro do STF André Mendonça e a Igreja Batista Lagoinha, onde a Igreja teria redebido cerca de 57 milhões de reais em um ano

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EDIÇÃO DE Nº 3402.

          CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA,  BRASIL.

terça-feira, 15/ 09/ 2026.   

 

A

 Polícia Federal pediu acesso a informações financeiras que poderiam ajudar a identificar o destino de pagamentos feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

          Entre os dados analisados aparecem movimentações ligadas à Igreja Batista da Lagoinha, que somaram cerca de 57 milhões de reais em um ano, valor considerado atípico diante do faturamento presumido da instituição.

        O problema é que parte dessas informações permaneceu sob sigilo por decisão do ministro André Mendonça, e a Polícia Federal queria acesso mais amplo aos dados.
 

       A Procuradoria-Geral da República agora pediu esclarecimentos para saber se o ministro chegou a autorizar integralmente o acesso solicitado pela PF. 

      O próprio Supremo entrou numa disputa sobre o grau de publicidade que deveria ser dado aos documentos.

      E é justamente aí que o caso fica politicamente explosivo. Quando uma investigação envolve dezenas de milhões em movimentações financeiras, empresários poderosos, autoridades com foro e instituições religiosas, o sigilo deixa de ser apenas uma questão processual e passa a ser uma questão de interesse público.

        A pergunta que permanece é simples: por que determinadas informações ainda não foram completamente disponibilizadas?

           A ligação central entre o ministro do STF André Mendonça e a Igreja Batista da Lagoinha decorre de trânsitos e relações político-religiosas dentro do meio evangélico conservador, sendo apontada em discussões públicas e análises de conjuntura envolvendo investigações da Polícia Federal.

          André Mendonça é pastor da Igreja Presbiteriana, e não membro ou pastor da Lagoinha. No entanto, sua chegada ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi fortemente respaldada pelo segmento evangélico amplo (o qual apoiou sua indicação sob a chancela de ser "terrivelmente evangélico").

         Críticos e analistas políticos associam o nome do ministro ao entorno da Lagoinha — liderada pelo pastor André Valadão — no contexto de apurações e polêmicas envolvendo figuras do meio religioso e investigações financeiras (como desdobramentos ligados ao caso do Banco Master e relações com investigados).

          Apontamentos na imprensa mencionam proximidades institucionais ou afinidades em redes de apoio religioso entre figuras influentes da Lagoinha e o espectro político-religioso que festeja ou pressiona a atuação do ministro na corte.

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