Edição da Manhã.

Jornal Edição da Manhã

29 de junho de 2026

Governo do RJ exonera comandante da chacina dos 122 mortos.

 ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS.

EDIÇÃO DE Nº 3284.

CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA, BRASIL.

segunda - feira, 29/ 06/ 2026.

O

 governo do Rio de Janeiro publicou a demissão do coronel Marcelo de Castro Corbage do comando do Batalhão de Operações Policiais Especiais na quarta-feira (24), com validade desde quinta-feira (18).

 

          Ele comandava a tropa na Operação Contenção, ação policial que assassinou 122 pessoas nos complexos do Alemão e da Penha em outubro de 2025.

          O ato saiu no Diário Oficial do Estado e o governo não apresentou motivo para a exoneração. A publicação informa apenas que Corbage deixou o cargo em comissão de comandante do Bope, unidade vinculada ao Comando de Operações Especiais da Polícia Militar.

          A Secretaria de Estado de Polícia Militar não esclareceu se a decisão tem relação com a operação que se tornou uma das mais letais da história recente do Rio.

         A corporação confirmou que o tenente-coronel Carlos Eduardo da Silveira Monteiro foi nomeado para assumir o comando da unidade. A escolha foi registrada em publicação interna no dia 17 de junho.

         A Operação Contenção foi realizada em 28 de outubro de 2025, com participação de policiais civis e militares nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio. O governo estadual afirmou que a ação tinha como objetivo prender lideranças do Comando Vermelho.

          O principal alvo, Edgar Alves de Andrade, chamado de Doca ou Urso, não foi preso e conseguiu escapar, segundo as polícias.

 

          O balanço oficial apontou 122 mortos, sendo cinco policiais. O governo tentou sustentar que os demais 117 eram criminosos. Após a operação, sete presos apontados como lideranças da organização criminosa no Rio foram transferidos para presídios federais por determinação da Justiça.

          O relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal citou ainda apreensão de 122 armas, 15 veículos, 22 quilos de cocaína e duas toneladas de maconha.

          A troca no comando do Bope ocorre em meio a investigações sobre a operação, o número de mortos e o uso de câmeras corporais, pressionadas pela comoção popular contra a brutalidade das polícias.

Fonte: causaoperaria

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