Edição da Manhã.

Jornal Edição da Manhã

24 de julho de 2026

Flávio Bolsonaro vê suas articulações com o centrão recusada pelos partidos que lideram o grupo e aumentar mais, ainda, seu isolamento diante do terror do filme DarK Horse, “ candidato surpresa”, ...

ANGICO DOS DIAS NOTÍCIAS.

EDIÇÃO DE Nº 3323.

CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA,  BRASIL.

SEXTA - FEIRA, 24/ 07/ 2026.    

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I

solado e sem alianças, Flávio Bolsonaro vê articulação com o centrão ruir e PL admite “tragédia”, por Derrota nas negociações com a União Progressista que expõe isolamento do senador e consolida vitória de “goleada” de Lula na formação de alianças.

          Isolado e sem alianças, Flávio Bolsonaro vê articulação com o centrão a sem acordo e o PL admite a, “tragédia”, e sabe que a derrota nas negociações com a União Progressista expôs isolamento do senador e consolida vitória de “goleada” de Lula na formação de alianças.

          A confirmação de que a federação União Progressista — composta pelo Progressistas (PP) e pelo União Brasil — permanecerá neutra na disputa pela Presidência da República consolidou, entre dirigentes do PL, a percepção de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deverá chegar ao início da campanha eleitoral sem nenhuma aliança nacional.

          Nos bastidores da legenda, integrantes da cúpula classificam a articulação política conduzida por Flávio e pelo coordenador de sua campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), como uma verdadeira “tragédia”.

          A avaliação geral, segundo o jornal O Globo, é de que o presidente Lula (PT) venceu a corrida pelos principais apoios partidários, restando ao partido aceitar a perspectiva de uma candidatura “avulsa”, sustentada exclusivamente pela estrutura e pelos recursos do próprio PL.

          O cenário de pessimismo ganhou contornos definitivos após o presidente do PP, Ciro Nogueira, comunicar pessoalmente a Flávio, na tarde de quarta-feira (22), que sua sigla adotará neutralidade na eleição presidencial.

          Em função da federação partidária, a decisão do PP arrasta automaticamente o União Brasil para a mesma posição. A reunião era considerada pelos articuladores do PL como a cartada final para tentar reverter a tendência de neutralidade.

          Na tentativa de selar o acordo, a campanha de Flávio chegou a oferecer a vaga de vice na chapa à senadora Tereza Cristina (PP-MS), que recusou o convite.

 

Reservadamente, dirigentes do PL criticam a condução do processo e afirmam que a campanha falhou na construção de uma rede sólida de interlocução política desde o princípio.

          A principal queixa é que Flávio e Rogério Marinho fcaram excessivamente concentrados na estratégia eleitoral e negligenciaram o cultivo do relacionamento cotidiano com presidentes de partidos e lideranças centrais do Centrão.

          Um dirigente do PL, ouvido sob reserva, resumiu a insatisfação ao declarar que a política se faz “na alegria e na tristeza”, em uma referência direta à postura adotada por Flávio quando Ciro Nogueira se tornou alvo de uma operação da Polícia Federal no âmbito das investigações do caso Master.

           Segundo esse interlocutor, o pré-candidato errou ao divulgar uma nota oficial ressaltando a gravidade das acusações, defendendo a apuração “com rigor e transparência” e elogiando o ministro do Supremo Tribunal Federal, (STF), André Mendonça — responsável por autorizar a investigação —, sem apresentar uma defesa política firme em favor do presidente do PP.

          O gesto foi interpretado por aliados de Ciro Nogueira como um abandono deliberado no momento de maior desgaste do cacique político.

         A crise de confiança se aprofundou uma semana depois, com outro revés. O portal The Intercept Brasil revelou trocas de mensagens entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro referentes ao financiamento do filme Dark Horse.

          A divulgação reforçou a desconfiança entre os dirigentes da federação União Progressista, que enxergaram uma contradição no comportamento do senador: a adooção de um discurso público rígido enquanto mantinha interlocução direta com o controlador do Banco Master.

Lula vence por “goleada” na batalha das alianças

Dentro do próprio PL, a comparação com o desempenho do presidente Lula é inevitável. O chefe do Executivo obteve sucesso ao reunir todas as principais forças do campo da esquerda — incluindo a federação formada por PT, PV e PCdoB, a federação PSOL-Rede e o PSB.

          Simultaneamente, legendas de centro como a federação União Progressista e o MDB preferiram a neutralidade. Esse arranjo favorece diretamente Lula, pois impede que esses partidos e seus respectivos tempos de rádio e TV reforcem formalmente a candidatura da oposição.

         Diante desse quadro, interlocutores do próprio Flávio admitem que Lula venceu de “goleada” o primeiro capítulo da disputa eleitoral, centrado na amarração das coligações, fazendo com que o senador inicie a corrida em clara desvantagem.

         O único alento relativo do pré-candidato do PL é que, por integrar a legenda que detém a maior bancada do Congresso Nacional, ele terá direito a cerca de 30% do tempo total da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.

 

          Distanciamento do Republicanos e do Podemos.

         O clima de desânimo na pré-campanha do PL é ampliado pelas sinalizações de outros partidos. Interlocutores envolvidos nas negociações afirmam que o Republicanos está cada vez mais distante de fechar um acordo nacional com Flávio.

        Embora o PL siga insistindo na indicação da ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, para compor a chapa como vice, dirigentes do Republicanos interpretam a pressão como uma manobra para forçar uma coligação formal.

          A situação de Daniella Marques gera incômodo adicional: ela se filiou ao Republicanos sem o conhecimento prévio do presidente da sigla, Marcos Pereira, e precisou acionar a Justiça para garantir o reconhecimento do seu registro partidário. Com o esgotamento dos prazos para trocas partidárias, lideranças avaliam reservadamente que o PL tenta transformar o imbróglio jurídico em instrumento de coerção política.

          Nem mesmo o Podemos é visto hoje como uma opção viável para compor a aliança. Embora dirigentes do partido tenham mantido conversas com o PL, Novo, PT e PSD, interlocutores indicam que a tendência irreversível é a manutenção da neutralidade na corrida presidencial.

          Para a cúpula do PL, a soma desses fatores consolida o isolamento político de Flávio Bolsonaro e extingue qualquer chance de construção de uma coligação nacional relevante antes do início oficial da campanha.

Fonte: Brasil 247

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