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07 novembro 2026

O ex-presidente destituído do Paraguai, Santiago Peña, está sob prisão domiciliar e a responder a uma investigação criminal conduzida pelo Ministério Público do país.

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EDIÇÃO DE Nº 3490.

       CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA,  BRASIL.

SÁBADO, 07/ 11/ 2026.  

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 Senado do Paraguai aprovou o impeachment de Santiago Peña. A destituição foi motivada pelo colapso do Banco Digital Ueno, cujas atividades foram suspensas pelo Banco Central por falta de solvência financeira.

          O Ministério Público paraguaio abriu um processo criminal para apurar fraudes financeiras e desvios relacionados ao banco, que congelou os fundos de quase metade da população e afetou fundos de previdência pública.

          Logo após perder o cargo e o foro privilegiado devido ao julgamento do impeachment, Peña foi detido na sua residência em Assunção pelos agentes da Polícia Nacional.

          Se a sua pergunta se referia a Fernando Lugo, o outro presidente que sofreu impeachment no Paraguai em 2012, o processo dele foi estritamente político por "mau desempenho de funções". Na época, Lugo recorreu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos para contestar a legalidade do rito político, mas não foi preso nem respondeu a crimes comuns pelo caso).

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          Quem é o presidente do Paraguai que foi estimado e qual o seu histórico sobre envolvimento do motivo de sua cassação

          O presidente do Paraguai cassado é Santiago Peña. Ele sofreu um processo de impeachment relâmpago aprovado por unanimidade no Senado.

          O seu histórico profissional e político está diretamente entrelaçado com o motivo da sua cassação, que foi o colapso financeiro do Ueno Bank.

          Antes de assumir a presidência do Paraguai em 2023, Peña construiu uma sólida carreira no setor financeiro e na liderança económica do país:

          É economista, com mestrado pela Universidade de Columbia (EUA). Trabalhou durante anos no Banco Central do Paraguai (BCP), fazendo parte do conselho de liderança da instituição.

          Ocupou o cargo de Ministro da Fazenda entre 2015 e 2017. Paralelamente à política, Peña atuou como forte investidor no setor privado. Ele era um dos principais acionistas da holding detentora do Ueno Bank, um dos maiores bancos digitais do país, tendo-se desvinculado formalmente da sociedade acionista apenas em março de 2025 (já no exercício do mandato presidencial).

         A queda de Peña ocorreu após o Banco Central decretar a liquidação do Ueno Bank por um grave problema de insolvência (o banco detinha menos de metade da solvência mínima exigida).

          Como a instituição concentrava as contas de quase metade da população e movimentava a maior parte do comércio eletrónico do país, o encerramento congelou os fundos de 3 milhões de cidadãos e gerou o pânico geral.

          O envolvimento direto de Santiago Peña que motivou a cassação baseou-se em quatro pilares:

          Conflito de Interesses e Vantagem Patrimonial: A oposição e o Ministério Público apontaram que Peña manteve participações milionárias na holding do banco até 2025, beneficiando-se do crescimento vertiginoso do banco digital enquanto já governava o país.

        O presidente foi acusado de interferência indevida para direcionar verbas do Instituto de Previdência Social (o fundo de pensões dos trabalhadores paraguaios) para o Ueno Bank. O banco administrava cerca de 850 milhões de dólares em fundos públicos quando colapsou.

Manipulação Regulatória e Apadrinhamento: Peña nomeou aliados políticos e ex-dirigentes do próprio banco para cargos de fiscalização.

           O próprio presidente do Banco Central do Paraguai — que acabou por renunciar com a crise — era ex-diretor da instituição financeira, levantando suspeitas de que as normas regulatórias foram afrouxadas para favorecer o Ueno Bank.

          A acusação formal no Congresso determinou "mau desempenho de funções". Peña foi apontado como conivente ao usar o aparelho de Estado para camuflar o buraco financeiro do banco até que a situação se tornasse insustentável.

          Após ter o mandato cassado no Congresso, Peña perdeu a imunidade e o foro privilegiado. Minutos após a decisão, a Polícia Nacional cumpriu um mandado de busca e deteve o ex-presidente em regime de prisão domiciliar, onde aguarda o avanço do processo criminal por crimes económicos.

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