ANgICO DOS DIAS NOTÍCIAS
EDIÇÃO DE Nº 3490.
CAMPO ALEGRE DE LOURDES/ BA, BRASIL.
SÁBADO, 07/ 11/ 2026.
Email angicodosdiasnoticias2014@gmail.com
|
O |
Senado do Paraguai aprovou o impeachment de
Santiago Peña. A destituição foi
motivada pelo colapso do Banco Digital Ueno, cujas atividades foram suspensas
pelo Banco Central por falta de solvência financeira.
O
Ministério Público paraguaio abriu um processo criminal para apurar fraudes
financeiras e desvios relacionados ao banco, que congelou os fundos de quase
metade da população e afetou fundos de previdência pública.
Logo após perder o cargo e o foro
privilegiado devido ao julgamento do impeachment, Peña foi detido na sua
residência em Assunção pelos agentes da Polícia Nacional.
Se a sua pergunta se referia a
Fernando Lugo, o outro presidente que sofreu impeachment no Paraguai em 2012, o
processo dele foi estritamente político por "mau desempenho de
funções". Na época, Lugo recorreu à Comissão Interamericana de Direitos
Humanos para contestar a legalidade do rito político, mas não foi preso nem
respondeu a crimes comuns pelo caso).
Santiago Peña renuncia ao cargo: quem deve assumir o Paraguai? Quais são
os próximos passos? e o presidente do Banco Central do Pa...
O presidente do Paraguai Santiago
Peña renunciou ao cargo após um pedido de impeachment contra ele ser
protocolado após a crise ba...
Com queda de Peña, Paraguai acumula
dois impeachments desde o fim da ditadura
Com o impeachment de
Santiago Peña, o Paraguai acumula dois presidentes que foram destituídos pelo
Congresso após a ditadura de Al...
Mostrar tudo
Quem é o presidente do Paraguai que
foi estimado e qual o seu histórico sobre envolvimento do motivo de sua cassação
O presidente do Paraguai cassado é
Santiago Peña. Ele sofreu um processo de impeachment relâmpago aprovado por
unanimidade no Senado.
O seu histórico profissional e político está diretamente entrelaçado com o motivo da sua cassação, que foi o colapso financeiro do Ueno Bank.
Antes de assumir a presidência do
Paraguai em 2023, Peña construiu uma sólida carreira no setor financeiro e na
liderança económica do país:
É economista, com mestrado pela Universidade de Columbia (EUA).
Trabalhou durante anos no Banco Central do Paraguai (BCP), fazendo parte do
conselho de liderança da instituição.
Ocupou o cargo de Ministro da Fazenda
entre 2015 e 2017. Paralelamente à política, Peña atuou como forte investidor
no setor privado. Ele era um dos principais acionistas da holding detentora do
Ueno Bank, um dos maiores bancos digitais do país, tendo-se desvinculado
formalmente da sociedade acionista apenas em março de 2025 (já no exercício do
mandato presidencial).
A queda de Peña ocorreu após o Banco
Central decretar a liquidação do Ueno Bank por um grave problema de insolvência
(o banco detinha menos de metade da solvência mínima exigida).
Como a instituição concentrava as
contas de quase metade da população e movimentava a maior parte do comércio
eletrónico do país, o encerramento congelou os fundos de 3 milhões de cidadãos
e gerou o pânico geral.
O envolvimento direto de Santiago
Peña que motivou a cassação baseou-se em quatro pilares:
Conflito de Interesses e Vantagem
Patrimonial: A oposição e o Ministério Público apontaram que Peña manteve
participações milionárias na holding do banco até 2025, beneficiando-se do crescimento
vertiginoso do banco digital enquanto já governava o país.
O presidente foi acusado de
interferência indevida para direcionar verbas do Instituto de Previdência
Social (o fundo de pensões dos trabalhadores paraguaios) para o Ueno Bank. O
banco administrava cerca de 850 milhões de dólares em fundos públicos quando
colapsou.
Manipulação Regulatória e
Apadrinhamento: Peña nomeou aliados políticos e ex-dirigentes do próprio banco
para cargos de fiscalização.
O próprio presidente do Banco
Central do Paraguai — que acabou por renunciar com a crise — era ex-diretor da
instituição financeira, levantando suspeitas de que as normas regulatórias
foram afrouxadas para favorecer o Ueno Bank.
A acusação formal no Congresso
determinou "mau desempenho de funções". Peña foi apontado como
conivente ao usar o aparelho de Estado para camuflar o buraco financeiro do
banco até que a situação se tornasse insustentável.
Após ter o mandato cassado no
Congresso, Peña perdeu a imunidade e o foro privilegiado. Minutos após a
decisão, a Polícia Nacional cumpriu um mandado de busca e deteve o
ex-presidente em regime de prisão domiciliar, onde aguarda o avanço do processo
criminal por crimes económicos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário